Boa Vista - Ro

 
 
Localização: a 2º49'17" de latitude Norte e 60º39`50" de longitude ocidental. Está à margem direita do rio Branco, afluente do rio Negro, a 90m acima do nível do mar, no hemisfério Norte brasileiro.
 
 
 
Limites: ao Norte, municípios de Normandia, Pacaraima e Amajari;ao sul: municípios de Mucajaí e Alto Alegre; ao leste: municípios de Bonfim em Cantá, pelo rio Branco, e com o unicípio de Normandia; a oeste: município de Alto Alegre.
 
Acesso: via aérea, por intermédio de Manaus (AM) e terrestre - BR-174, que liga Manaus à fronteira com a Venezuela, passando por Rorainópolis, São Luiz do Anauá, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Boa Vista e Pacaraima e BR-401, que liga Boa Vista a Bonfim, Cantá e à Normandia, na fronteira com a Guiana.
 
Clima: A oeste é equatorial e a leste é tropical, quente e úmido, com duas estações definidas: inverno, estação de chuvas, de abril a setembro; e verão, de outubro a março. 
 
População: 200.568 hab., em 2000
 
Idioma: português
 
Energia elétrica / voltagem: 110 volts
 
Fuso horário: uma hora a menos que Brasília
 
Horários comercial e bancário: 8:00h às 18:00h
 
Código de DDD: (95)
 
Feriados locais: 25/07 - instalação do município
Roraima é um dos Estados brasileiros que ainda conta com a maior população de índios no Brasil, entre os quais se destacam os Yanomami.
 
Esta tribo é constituída de diversos grupos e subgrupos que falam línguas ainda não classificadas. Vivem nas florestas da Serra do Pacaraima e altos rios Mucajaí, Uraricoera e Catrimani. Leia mais...
Além desta tribo, que se destaca pela luta para manter o seu patrimônio cultural, habitam no Estado de Roraima os povos:
 
 
• Macuxis – É a maior tribo de Roraima. Esses índios falam uma mesma língua; vivem nas áreas de lavrado e na região das serras; têm o hábito de se comunicarem entre si pelo termo: parente; são excelentes vaqueiros e em muitas malocas criam gado de forma comunitária, para suprir às necessidades de carne, uma vez que,principalmente no lavrado, não há mais caça e a pesca também está muito difícil.
 
• Taurepangs - Ocupam área no alto rio Surumú; tem como malocas mais importantes a Boca da Mata, Sorocaima e Bananal, que podem ser vistas por todos que se dirigem, de carro, à cidade de Pacaraima e têm um conceito de comércio mais desenvolvido.
 
• Ingarikós – São índios que vivem mais isolados que os Macuxis e os Taurepangs e por isso são considerados brabos; falam a língua Karib e ocupam uma pequena área geográfica de Roraima atravessada pelo rio Cotingo ao norte e na fronteira do Brasil com Venezuela e Guiana, mais precisamente na Serra do Sol.
 
• Wapixanas – É a segunda maior tribo de Roraima; ocupam a região do Surumú, Cotingo e a região do Taiano.
 
• Uaimiris / Atroaris – habitam o sul do Estado de Roraima e são aproximadamente 1.600 pessoas, conforme dado levantado em 1992 pela FUNAI
 
• Maiongongs – Habitam as margens do rio Auarís, na Serra do Parima, vivem em Roraima nas malocas Auarís e Uaicás, no noroeste do Estado e são aproximadamente 280 indivíduos.
 
Sendo habitado por uma população miscigenada, Roraima é um 
Estado possuidor de um artesanato riquíssimo, com fortes características indígenas. 
 
Os índios confeccionam peças artesanais com grande perfeição, 
criatividade e uma riqueza de detalhes surpreendente, tornando-as verdadeiras obras de arte.
 
A cerâmica fabricada pelos índios Macuxis; os cintos de sementes de imbaúba, do povo Wai-wai; as peneiras de arumã, da tribo yanomami; os trabalhos em madeira, palha e fibra e as esculturas em pedra sabão, são alguns exemplos de peças que marcam a predominância da arte indígena no Estado. 
 
Também são comumente usadas no artesanato indígena: o cipó, a jacitara, escada de jabuti ( tipo de cipó ), o bambu, a fibra de buriti, a fibra de abacate e açaí , o mulugu e o junco.
 
Em seguida podemos conhecer um pouco mais sobre os materiais mais utilizados na confecção dessas obras.
 
• Colares e Pulseiras de Sementes - Para confecciona-los são utilizados fios de algodão cru, sementes de Imbaúba-braba tingidas com urucum, mangarataia, salva do campo, crajirú ou jenipapo e adornadas com penas de pássaros (arara, mutum, galinha-d`água, garça, gavião, etc).
• Prendedores de cabelo - Utiliza-se pau-rainha polido com folha de caimbé, fios de algodão cru, sementes de Imbaúba-braba tingida com urucum, mangarataia, salva do campo, crajirú ou jenipapo e adornado com penas de pássaros (arara, mutum, galinha-d`água, garça, gavião, etc).
• Tiaras - Utiliza-se cipó titica, fios de algodão cru e penas de pássaros (arara, mutum, galinha-dágua, garça, gavião, etc).
• Colar de fibra - Feitas com fibra verde da palha do buritizeiro e as tingem com crajirú, urucum, jenipapo, salva do campo ou mangarataia.
Pontos Turísticos
 
Praia do rio Branco
 
No verão, quando o rio Branco está na vazante, deixa à mostra uma considerável extensão de areias brancas formando praias fluviais muito bonitas.
 
Parque Anauá
 
Av. Brigadeiro Gomes, s/n
 
 
Parque de lazer com anfiteatro, forródromo, escola de música, museu, horto florestal, lago natural, ginásio poliesportivo, kartódromo, pista de corrida, aeromodelismo.
 
Complexo Poliesportivo Ayrton Senna
 
 
Av.Cap.Ene Garcez, s/n
 
 
O Complexo oferece quadras esportivas, pistas de cooper, patinação, bicicross e kart, parques infantis, bares com música ao vivo, sorveterias, a praça das Águas e o Portal do Milênio, monumento que marcou a passagem para os anos 2000.
 
Corredeira do Bem Querer
 
BR-174, km 136, no sentido Boa Vista-Manaus
 
 
Localiza-se no médio rio Branco e dispõe de infra-estrutura para visitação: restaurante, área de camping, canoas para a prática de canoagem, botes e pesca esportiva.
 
Eco Park
 
RR-205 (Boa Vista-Alto Alegre), km 35
 
 
O Park possui chalés para hospedagem, lago com margens arborizadas onde se pode praticar wind surf, remos e canoagem, alugar caiaques e ultraleves, além de tanques para pesca cujos peixes podem ser adquiridos e preparados no restaurante local.
 
Estação Ecológica da Ilha de Maracá
 
120 km a noroeste de Boa Vista
 
Maracá é terceira ilha fluvial em superfície do planeta, com 1.013km2 de área, ficando atrás apenas das ilhas de Marajó e do Bananal, ambas também no Brasil. O acesso pode ser pela RR-205, por via aérea ou fluvial. A visitas dependem de autorização do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e são concedidas para, estudantes, estudiosos e pesquisadores. O local é desabitado, possuindo florestas, cerrado, pântanos, riachos e colinas de baixa altitude, com rica biodiversidade.
 
Fazenda São Marcos
 
Localizada dentro da reserva indígena de São Marcos, necessita de autorização da Funai (Fundação Nacional do Índio) para visitação. A fazenda integra o Patrimônio Histórico de Roraima e é ocupada pelos índios Macuxi. Foi fundada no século 18 para criação de gado para abastecer de alimentos o Forte São Joaquim. 
 
Lago do Caracaranã
 
BR-401 (Boa Vista-Normandia), km 180
 
 
O local pertenceu a antiga fazenda da região. Hoje, aproveita a estrutura de visitação e hospedagem para o turismo ecológico. O lago tem extensão de 5,8 km com profundidade variada de 2 a 5m, águas azuis e praias de areias brancas, cercadas de cajueiros.
 
Monte Caburaí
 
O acesso é só aéreo mas a paisagem é magnífica. O Caburaí é o ponto mais setentrional do Brasil, localizado na fronteira com a Guiana, atingindo a altura de 1.465m. No monte nasce o rio Uailã, que desce em corredeiras e forma a cachoeira Garã-Garã, com quase 100 metros de queda d`agua.
 
Praia Grande
A 6 km de Boa Vista, na margem esquerda do Rio Branco fica a ilha de Cunha-Pucá, com 15 km de extensão, separada da terra firme pelo paraná Surrão. As praias se formam entre outubro e março, chegando a 5 km de extensão, o que atrai muitos visitantes.
Ruínas do Forte São Joaquim
52 Km de boa Vista, pela BR-401
O forte foi construído em 1775 pelo portugueses para proteger a região das invasões estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa. Em 2001 foi tombado pelo patrimônio histórico.
 
Sítio Arqueológico da Pedra Pintada
 
Situa-se a 130 km pela BR-174 e RR 330, sentido Boa Vista Pacaraima, no Vale do Parimé. A Pedra tem 60 km de diâmetro e 40m de altura. Possui uma caverna com 12 m de extensão, onde foram encontradas pinturas rupestres vermelhas, atribuídas a povos indígenas. Próximo, a alguns quilômetros, ficam a Pedra do Urubu e a Pedra do Pereira, que também constituem sítios arqueológicos.