Caxambú - Sp

 
Dicas de turismo, cultura e história de Caxambú  
Nas montanhas do sul de Minas Gerais situa-se Caxambu, o maior complexo hidromineral do mundo, com 12 fontes de água mineral com propriedades diferentes.
A cidade possui um conjunto arquitetônico e paisagístico de rara beleza e um clima saudável de montanha.
 
O Parque das Águas de Caxambu, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), tem 210.000m2 de área e conta com 12 fontes de águas minerais, de alto poder diurético e desintoxicante, com propriedades químicas diferentes umas das outras, fluindo ininterruptamente. Os bosques, jardins e alamedas de grande beleza paisagística são perfeitos para passeios tranqüilos e revitalizantes.
Horário de funcionamento do Parque das Águas:
Diariamente 
de 7h às 18h
 
 
Igreja Matriz 
A atual Igreja Matriz, de estilo gótico, teve sua pedra fundamental lançada em 1892 no mesmo local da velha capelinha de N. Sra. dos Remédios, do século XVIII, ficando pronta em 1º de janeiro de 1906. Atualmente a Igreja é palco das grandes celebrações religiosas da cidade. A festa da padroeira N. Sra. dos Remédios acontece no dia 15 de agosto 180com missas, procissão e atividades de barracas. Outra grande procissão ocorre no dia de Corpus Christi quando as principais ruas da cidade são enfeitadas com tapetes coloridos feitos com materiais variados como serragem, sementes e pó de café. Durante a Semana Santa são realizadas encenações de quadros vivos lembrando os passos de Cristo, além das tradicionais procissões de Ramos (domingo anterior) e do Encontro (terça-feira).
 
 
 
Morro de Caxambu 
Com aproximadamente 1090m de altitude e a 186m acima do Parque, o Morro de Caxambu proporciona uma deslumbrante vista da cidade e arredores. 
É possível avistar também a cidade de Baependi e as serras próximas. Para se chegar ao topo existem três opções: de carro, a pé, ou de teleférico. Lá funcionam uma lanchonete e lojas de artesanato e souvenirs. Em seu cone superior o Morro de Caxambu abriga ainda a estátua do Redentor (1961) com 15m de altura e o Cruzeiro (1929). 
 
 
Horto Municipal 
Área protegida pelo município, de trinta alqueires, também denominada "Represa do Jacaré". Com uma grande diversidade de fauna e flora é um local bastante agradável para caminhadas, passeios a cavalo ou de bicicleta, em meio à exuberante vegetação.
O acesso pode ser feito a partir da trilha que começa na entrada do Horto Florestal.
 
Montanhas e Cachoeiras
Caxambu e as cidades vizinhas oferecem uma grande variedade de atrativos naturais de enorme beleza e raridade. 
São inúmeras cachoeiras para todos os gostos e idades, montanhas e picos, reservas e parques municipais e estaduais que possibilitam a prática de esportes radicais e contemplação da natureza.
A região oferece ainda diversas opções de turismo rural e esotérico.
 
 
Através do colorido de suas paisagens, das belezas naturais, pelos encantos dos seus jardins floridos e pelo valor inigualável de suas miraculosas águas, Caxambu vem , desde a época do Brasil colônia, conquistando seus visitantes.
 
Até o final do século XVII, com a chegada da Bandeira de Lourenço Castanho Taques, que seguia a trilha de Felix Jaques rumo ao vale do Rio Verde, as imediações do Morro de Caxambum, como era conhecido na época, eram habitadas pelos índios Cataguases. Aos índios nativos, segundo o historiador Antônio Maurício Ferreira, deve-se a origem do nome Caxambu, que na língua Tupy significa "bolhas a ferver" ou "água que borbulha" (Catã-mbu). Há entretanto quem diga que Caxambu deriva de duas palavras africanas Cacha (tambor) e mumbu (música), que no século XIX designavam os instrumentos e a própria dança ou batuque dos escravos.
Os primeiros a possuirem sesmarias no local foram Carlos Pedroso da Silveira e seu genro Francisco Alves Correia, no ano de 1766. Em 1814, conta-se que havia, no povoado, apenas duas fazendas: a das Palmeiras e a Fazenda Caxambu. Há quem diga que foi nesta época que se tomou conhecimento, pela primeira vez, da existência das fontes. Outros afirmam, entretanto, que tal fato já teria ocorrido em 1762 ou 1772.
 
Em 1868 chega a Caxambu a princesa Isabel, seu esposo Conde D'Eu e uma comitiva, atraídos pela fama das águas. A princesa buscava a cura de um suposta infertilidade. Ficam durante um mês, partindo em 17 de dezembro. 
Durante sua estadia foi lançada pela princesa Isabel, a pedra fundamental da Igreja Santa Isabel da Hungria, com a promessa de sua construção, caso a herdeira viesse a engravidar.
 
Através das águas ferruginosas das fontes, que hoje levam o nome do casal imperial, a princesa curou-se da anemia e engravidou. A Igreja Santa Isabel foi construída e hoje é um dos principais patrimônios de Caxambu, sendo tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA).
 
O ano de 1875 foi de grande importância para o povado, pois além de tornar-se Distrito de Baependi, as virtudes curativas de suas águas foram reconhecidas, tendo sua exploração concedida pelo governo da Província de Minas a empresas particulares. Nesta época (1881) a cidade contava com apenas 200 habitantes efetivos, 130 edificações e iluminada por 21 lampiões a querosene.
 
Em 16 de setembro de 1901 é criada a Vila de Caxambu. Época de grande desenvolvimento, foi neste período que foram feitas as principais obras de infra estrutura, como serviços de água e esgoto, aberturas e calçamento de ruas, avenidas e praças, canalização do ribeirão Bengo etc. Finalmente, em 18 de setembro de 1915, Caxambu é elevada à categoria de cidade, abrangendo também, até 1938, a área do atual município de Soledade.
 
Fonte: Prefeitura de Caxambú