Lambari - Mg

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Todos os dias o lago Guanabara reflete em seu espelho líquido o que Lambari tem de melhor: as montanhas, o céu e o perfil de uma cidade que nasceu das virtudes de suas águas. Ele mesmo é formado por estas águas, cujas fontes virtuosas rejuvenescem a cada momento a vida neste conhecido balneário mineiro.
 
Nas águas do Guanabara também é refletida outra imagem fabulosa, um imponente prédio dourado pelo sol dos finais de tarde. O Cassino do Lago, cartão-postal do município, é uma das mais impressionantes construções de Minas, quase uma miragem. Não há como ser indiferente à arquitetura suntuosa do cassino, que mais parece uma fortaleza, guardião das riquezas e o do passado glorioso da cidade. Lambari foi palco de um sonho de grandeza surgido no início do século XX, tendo como locomotiva o turismo.
 
Aos visitantes que todos os anos chegam ao "Circuito das águas" Lambari oferece um interessante leque de opções. O Parque das águas, com suas seis fontes e exclusiva piscina de água mineral, fica no centro da cidade. Há também cachoeiras, os mirantes da Serra das águas, as duchas e o Farol do Lago, o teleférico e o Parque Estadual de Nova Baden. Novas alternativas estão surgindo para o turismo em toda a região, aproveitando para isso o grande potencial natural existente.
 
HISTÓRIA:
 
A história de Lambari começa com a criação do arraial de São Cipriano (1737), atual cidade de Campanha. A fundação do lugarejo, nas margens do Caminho Velho do ouro, tinha como principal objetivo fiscalizar o trânsito de metais e pedras preciosas encontradas. 
Em carta ao governador da província de Minas Gerais o fundador do arraial de São Cipriano, ouvidor Cipriano José da Rocha, relata a confecção de uma estrada até o leito de um rio chamado Lambari. Já em 1750, documentos registram uma vasta área chamada de Lambari, que começaria a se transformar 30 anos depois. Nesse ano, não se sabe exatamente por quem foram descobertas nascentes que vertiam com aparência de "violenta fervura". A repercussão foi imediata, afinal águas tão es-peciais só tinham sido en-contradas até então nos Estados da Bahia e de Goiás. As qua-lidades milagrosas batizaram o lugar: Águas Virtuosas.
A fama se espalhou e chegou até à Corte do Rio de Janeiro. A assiduidade dos viajantes e a publicação dos primeiros estudos sobre as propriedades das fontes forçaram a desapropriação de parte da fazenda onde estavam lo-calizadas (1832). Personalidades como o médico inglês Thomaz Cockrane, o regente Pe. Diogo Antônio Feijó e o Dr. José Xavier Lopes de Araújo contribuíram para o desen-volvimento do vilarejo que começava a se desenhar.
A partir da segunda metade do século XIX aumentou em muito o movimento de pessoas que procuravam tratamento. Pessoas da Corte e das províncias do Rio de Janeiro e São Paulo com-partilhavam suas esperanças de cura com a população humilde, que vinha dos povoados vizinhos e lugares distantes.
Lambari, como a cidade foi rebatizada, é uma variação do vocábulo Alambari, que por sua vez surgiu a partir do tupi "Araberi". Designa uma espécie de peixe pequeno, abundante em um rio da região. A cidade ganhou o status de um dos principais destinos turísticos de Minas Gerais e do Brasil. Lambari viveu seus tempos de glória na primeira metade do século XX, quando recebeu personalidades ilustres e influentes. A inauguração do Cassino marcou esta época e permanece na memória e na imaginação de seus moradores. Deixou lembranças que agora precisam ser resgatadas através do turismo, fazendo com que os sonhos de grandeza voltem a virar realidade.