Paraty - Rj

 
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Podemos afirmar que o turismo de Paraty tem três vertentes: o turismo cultural, o turismo marítimo e o turismo ecológico.
 
O bairro histórico se destaca pelo calçamento irregular das ruas, chamado pé-demoleque, e por seu casario conservado e representativo das arquiteturas dos séculos XVIII e XIX, onde carros não São permitidos e um passeio a pé nos leva a uma viagem ao passado. A leve inclinação das ruas em direção ao mar escoa as águas das chuvas e permite que o mar penetre na cidade nos períodos de maré alta com lua cheia.
 
A preservação de costumes e tradições decorre do longo período de isolamento, tendo em vista o declínio do movimento do porto. Durante muito tempo, os poucos moradores que restaram em Paraty só podiam sair de lá pelo mar, com lanchas que faziam fretes. Somente em 1954, com a abertura da estrada Paraty-Cunha, começou a reviver com a vinda de artistas e turistas. Esse hiato de contato com o exterior foi responsável pela preservação da cultura, arte, culinária, festas e, principalmente, do patrimônio histórico e ambiental de Paraty.
 
Paraty é famosa por sua bela localização na Baía da Ilha Grande, conhecida pela variedade da pesca e locais de mergulho. A região possui um litoral extremamente recortado, cheio de reentrâncias naturais, de águas interiores e abrigadas, nas quais existem baías menores, várias enseadas, inúmeras ilhas e encantadoras praias, com águas verdes e transparentes, que vão de Tarituba, ao lado de Angra dos Reis, por toda a costa até a Ponta da Trindade, na divisa com São Paulo.
 
Paraty abriga parte do Parque Nacional da Serra da Bocaina e o Parque Estadual de Paraty-Mirim, com trilhas e cachoeiras inseridas na Vegetação típica de Mata Atlântica.
 
A fauna e flora da região São riquíssimas e guardam espécies em extinção. Uma outra atração em Paraty é a tradição de se fabricar cachaça na cidade desde o século XVIII. O município chegou a ter mais de duzentos engenhos e casas de moenda e, por conta da sua alta produção, pagou parte do resgate do Rio de Janeiro, que havia sido invadido, naquela época, pelo pirata francês Dougay Trouin. Hoje a cidade abriga cinco dos engenhos então existentes. Todos funcionam artesanalmente com roda d' água, moenda, barril de carvalho, fogão de cobre e fogo a lenha.
 
O bairro histórico
É datado da segunda metade do século XVIII, tendo sua Área demarcada em 1719. O conjunto arquitetônico se revela nos detalhes dos edifícios, na composição dos quarteirões, no trabalho das ruas, no calçamento de pedras pé-demoleque com caimento no piso, formando calha. Também se manifesta com a colocação das igrejas nos quadrantes do conjunto, na localização geográfica ao nível do mar e na procura do equilíbrio entre a natureza e a forma urbana.
 
Matriz de Nossa Senhora dos Remédios
A primeira edificação, de 1646, em taipa, foi demolida. Em seu lugar, foi iniciada outra maior, de pedra e cal, concluída em 1712 que, por sua vez, deu lugar à construção atual, iniciada em 1787 e concluída somente em 1873. Em estilo neoclássico, tem planta com traçado característico do século XVIII .
 
Capelinha das Dores / Igreja de Nossa Senhora das Dores
 
Datada de 1800, a Capelinha tradicionalmente é freqüentada somente por mulheres.
 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
Erguida em 1722 e reedificada em meados de 1757. Anteriormente denominada Igreja de Nossa Senhora e São Benedito, possui imagens de São Benedito e de São João Batista.
 
Igreja de Santa Rita
Construída em 1722, constitui-se a mais antiga edificação religiosa da cidade e, até a concluSão da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, foi a Matriz de Paraty. Nela funciona o Museu de Arte Sacra de Paraty. O museu foi criado em 1973 e contém cerca de 200 peças em seu acervo, dentre elas prataria, ourivesaria, imagens e mobiliários.
 
Os Passos da Paixão
São pequenos altares embutidos em prédios do centro histórico, fechados por portas que se abrem para a rua, destinados à ProcisSão do Encontro (ou dos Passos), na Semana Santa. Dos seis Passos originais, todos do século XVIII, restam apenas cinco, dois autênticos e três reformados. São abertos ao público somente durante a sexta-feira Santa.
 
Chafariz do Pedreira
Construído em mármore branco, em 1851, para abastecer a cidade de água, conduzida em tubos de pedra talhada.
 
Forte Defensor Perpétuo
A 1 km de Paraty, construído em 1703, reconstruído em 1822, recebeu, nessa época o nome de Defensor Perpétuo em homenagem a D. Pedro I. Dos sete fortes que defenderam Paraty da invaSão dos piratas é o único ainda existente. A construção, que anteriormente abrigava instalações militares, alojamentos de soldados e cadeia, assemelha-se a uma construção residencial do século XVIII. No local funciona o Museu de Artes e Tradições Populares de Paraty.
 
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Construção de 1720, faz parte do conjunto arquitetônico da Fazenda Paraty-Mirim.
 
Engenho Boa Vista
A 6 km de Paraty, data, provavelmente, do século XVIII. Foi um dos mais tradicionais alambiques de Paraty.
 
Edificações históricas na cidade
• Prédio da Antiga Caserna da Fortaleza da Patitiba (ex-cadeia). Construção datada do início do século XVIII, é um dos elementos do quartel do ex-forte da Patitiba. Arquitetura militar de um pavimento, em planta quadrangular, ainda original.
 
• Prédio da Prefeitura e Câmara Municipal / Paço Municipal.
 
• Santa Casa de Misericórdia de Paraty.
 
• Sobrado da Rua Dona Geralda.
 
• Sobrado dos Bonecos.
 
Parque Nacional da Serra da Bocaina
Criado em 1972, possui Área de 110mil hectares distribuída entre São Paulo (30%) e Rio de Janeiro (70%). O lado paulista engloba os municípios de Areias, Cunha, Ubatuba e São José do Barreiro e, o lado fluminense, Paraty e Angra dos Reis. Seu ponto culminante é o pico da Boa Vista (2.132m). Caracteriza-se por altas montanhas, vales e grotões. Entre as inúmeras trilhas, destaca-se a antiga "Trilha do Ouro", de 100 km, com três segmentos principais, um dos quais sai da sede do Parque, em São José do Barreiro (SP) e termina em Mambucaba, no litoralsul de Angra dos Reis
 
Parque Estadual de Paraty-Mirim
Criado em 1976, abrange Áreas marcadamente turísticas representadas pela península de Paraty-Mirim, Enseada de Paraty-Mirim e Saco do Mamanguá, ao sul do município de Paraty.
 
Cachoeira da Pedra Branca
A 11 km de Paraty, tem dois saltos com aproximadamente 5m de altura. Águas frias e transparentes.
 
Cachoeira da Penha/Tobogã
A 9km de Paraty, tem três saltos: o maior tem 3m de altura. Suas águas frias, transparentes de cor amarelada devido à areia do seu fundo, formam piscinas naturais e rasas, a maior com 40 m2, escorregas e duchas.
 
Cachoeira da Toca da Ingraça
A 6km de Paraty, destaca-se por bela piscina natural, com Área de 80 m2 e pequenas quedas d'água. Excelente local para banhos pois, além da piscina, há escorregas e duchas naturais.
 
Cachoeira de Iririguaçu
A 31 km de Paraty, tem dois saltos com alturas de 4m e 2m, com águas transparentes, excelentes para banhos.
 
Cachoeira Pedra Lisa/Taquari
A 31 km de Paraty, em trecho de rio com corredeiras e formação de várias piscinas, escorregas e duchas naturais.
 
Poço das Andorinhas
A 7 km de Paraty, espaço entre rios de onde jorram águas transparentes, formando um salto de aproximadamente 3,5m de altura. Há no local um poço bem fundo, além de ducha natural. Descendo o rio, abaixo do poço, existe um escorrega natural.
 
Enseadas
Trindade; Laranjeiras; Paraty-Mirim; Juatinga; e a do Pouso da Cajaíba, todas com praias.
 
Ilhotas e praias de diversos tipos, todas com águas cristalinas:
Ilhas da Bexiga; da Cotia; do Algodão; do Araújo; Sapeca / Sapê.
 
Praias do centro para o norte:
Praia do Pontal; Jabaquara; Grande; Prainha; Taquari; Iriri; São Gonçalo; São Gonçalinho; Batangüera e Mambucaba (esta última já pertencente a Angra dos Reis).
 
Praias do centro para o sul:
Vermelha ; Lula; Conceição; Paraty - Mirim; Martim de Sá/ Ponta Rombuda; Ponta Negra; Furado; Sono.
 
Sacos de Mamanguá, Tarituba, Corumbé e Jurimirim.
A Vegetação em torno acentua o verde das águas, transparentes e mornas, com lindas praias de pequena extenSão em cada Saco, algumas com casas de pescadores e pequeno Comércio. No Saco de Mamanguá deságuam os Rios Caiçurú, Turvão e Iriri, formando expressivas Áreas de manguezais.
 
Toca do Cassununga
Localizada próximo à região dos mangues na praia de Jabaquara, tem altura em torno de 15m devida ao acúmulo de blocos rolados superpostos, formando abrigos com numerosos espaços cobertos, que se interligam. Atravessando uma galeria de 30m de extenSão, sobe-se uma estreita trilha até o alto das furnas. Seu interior é bem iluminado e ventilado. Os rochedos estão recobertos por samambaias, bromélias, urtiga de cipó caboclo, entre outras espécies.
 
Baía de Paraty
Em toda a Área há grande variedade de peixes e crustáceos. A Praia de Jabaquara é bom local para captura de camarão e siri. Na enseada de Juatinga, junto à Ponta da Juatinga e à Praia do Sono, já no Oceano Atlântico, encontram-se
currais de pesca que capturam peixes pela costa, como carapau, cavala, olho de boi,
enchova etc.
 
Baía da Ilha Grande
Na Praia de Taquari, Saco de Tarituba, Enseada de Paraty- Mirim, Saco de Mamanguá e Enseada do Pouso encontram-se espécies como parati, tainha, bagre, robalo, caçonete, garoupa, carapau, cavala, camarão, siri e lula. As ilhas dos Cocos, Gaúcho, Rapada, Cedro e principalmente, as ilhas de São Pedro/Ilha do Fundo e dos Meros, São procuradas para a prática de pesca de mergulho, e em seus arredores, a pesca de rede. É comum encontrar currais de pesca na região da Baía.
 
 
Fonte: Explore Brasil