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Curaçao

 

Curaçao não tem praias extensas como Aruba, nem resorts como Punta Cana, ou restaurantes ao gosto americano como Cancún.

Suas melhores praias são pequeninas -- mas têm águas cristalinas, com corais que pedem para ser explorados com snorkel ou cilindro, e nenhuma construção para estragar a paisagem.

A capital, Willemstad, conserva uma adorável arquitetura colonial holandesa, realçada pelas cores quentes do Caribe.

A culinária é cosmopolita, misturando sabores do Caribe, da Holanda e da Indonésia (que chegou com os imigrantes do Suriname, outra antiga colônia holandesa na América).

Mais do que sol e praia, Curaçao proporciona a sensação de uma verdadeira viagem internacional. Bon Bini!

  • Precisa passaporte? Sim.
  • Precisa visto? Não.
  • Precisa seguro-saúde? Não é exigido, mas não é esperto viajar sem.
  • Precisa vacina contra febre amarela? Não. Nem para conexão em Bogotá ou Panamá.
  • Precisa habilitação internacional? Não.
  • Que moeda eu levo? Dólar.

A alta temporada – em todo o Caribe – ocorre entre o Natal e a Páscoa, quando os preços ficam mais altos. Depois é possível achar boas ofertas tanto de passagens quanto de hospedagem.

A temperatura da água é morna no meio do ano e friazinha ao primeiro contato nas férias de janeiro (mas fica agradabilíssima assim que você se acostuma).

Curaçao não é um destino para você escolher um hotel e não sair de lá. As melhores praias estão fora dos hotéis, e mesmo os hotéis mais estruturados não são completos como os resorts do Nordeste ou de Punta Cana.

Escolha um hotel na praia se você quiser fazer passeios pontuais e não fizer questão de jantar fora. Mas fique no centro se você quer variar bastante de praia e sair todas as noites

O grande hotel de Willemstad é o Renaissance, em Otrobanda. Em vez de piscina, tem uma praia artificial no segundo andar (e dependendo de como você tira a foto, podem pensar que é de verdade). É o âncora de um complexo que tem shopping, cassino e o Forte Rif, com bares e restaurantes. Se não quiser tomar café da manhã no hotel (US$ 20) você pode aproveitar o Starbucks da arcada de lojas.

O mais bonito, porém, é o Kurá Hulanda, que ocupa um quarteirão tombado pela Unesco. Os apartamentos ficam em casarões históricos restaurados; uma ruazinha de paralelepípedos passa no meio do hotel. Os hóspedes não pagam para entrar na praia do Bluebay, a 15 km do centro.

Otrobanda tem duas opções para mãos-fechadas: o econômico Howard Johnson, de uma rede americana de padrão Ibis, e o supereconômico Wave, com apartamentos pequenos, básicos mas moderninhos.

Se você faz o gênero hotel-boutique, é no bairro de Pietermaai, em Punda, que deve se hospedar. Por ali, perto dos restaurantes e bares mais descolados da ilha, estão o elegante Pietermaai Apartments, o hotel para mergulhadores Scuba Lodge(beira-mar), o luxuoso Saint-Tropez Apartments (beira-mar), o simpaticérrimo Bijblauw (beira-mar) e o econômico 't Klooster.

Longe do centro histórico e da praia, mas perto do shopping Zuickertuin, numa área nobre da ilha, o Trupial Inn tem cassino, quartos renovados e bons preços.

Os hotéis de praia com melhor estrutura ficam em Piscadera, que estão a menos de 10 minutos (ou 12 dólares de táxi) do centro. Falo do Marriott (com cassino) e do Hilton (sem cassino). Ainda na região, o pequeno Floris é romântico (e uma estação avançada na praia) e Clarion é o típico grandalhão-basicão (fica em frente a um trecho público de praia).

A 15 km do centro (20 min. de carro), o Blue Bay funciona dentro de um condomínio, com praia própria. O Blue Bay fica próximo às praias particulares de Portomari e Cas Abao.

Na ponta noroeste da ilha, a 40 km do centro, o Kurá Hulanda Beach Lodge segue o padrão charmoso da rede e oferece uma praia boa para snorkel e mergulho de cilindro. A praia pública de Kenepa Grandi está a 5 km, mas o centro fica a mais de 40 minutos de carro, o que torna complicadas as saídas noturnas.

O hotel com praia de verdade mais próximo do centro é o Avila, que fica logo adiante de Pietermaai, a meio caminho entre o centro e a praia do Seaquarium. O Avila é um meio-termo entre um hotel-boutique e um hotel de rede.

A praia (totalmente artificial) do Seaquarium, a 6 km do centro, tem seu próprio pólo hoteleiro. Ali fica o único all-inclusive da ilha, o Sunscape. (Meu pitaco: pense três vezes antes de pegar um all-inclusive em Curaçao, ainda por cima numa praia artificial. Quem vai a Curaçao é para passear.) Entre os outros hotéis da praia, destacam-se o Kontiki, todo de bangalôs de madeira, e o Beach House, de bonita arquitetura.

15 km (25 min.) ao sul do centro, a charmosa praia de Jan Thiel também tem hotéis. O mais bacana deles é o Papagayo, ideal para casais.

Finalmente, a 25 km (45 min.) ao sul do centro, o Santa Barbara Golf Resort (antigo Hyatt) é muito elegante -- mas se você não joga golf vai ficar fora de mão.

Curaçao é um lugar onde alugar carro faz a diferença. As melhores praias são distantes (Kenepa Grandi está a 40 km do centro). Se você estiver hospedado no Marriott ou no Hilton e quiser dar um pulinho no centro, o táxi de ida e volta vai custar US$ 24 (é tabelado). A alternativa ao carro é usar as vans dos moradores (pense num estrangeiro pegando van no Brasil...) ou depender de tours organizados. Vai por mim: pegue o carro já no aeroporto. Se puder, traga o GPS com o mapa carregado, que ajuda bastante (mas não é indispensável).

O mar de Curaçao é cristalino e pontilhado de corais ao longo da costa -- mas as praias de areia são pequenas e, em sua maioria, foram melhoradas pela mão do homem (com quebra-mares construídos e areia trazida do fundo do mar, por exemplo). Hotéis como Marriott, Hilton, Avila e Bluebay têm boas praias próprias, mas as praias nota 11 não têm nenhuma construção no entorno. Todas ficam no norte da ilha: Kenepa Grandi (pública, a 40 km do centro), Cas Abao (ingresso: US$ 6 a 7 dólares por carro, 35 km do centro) e Portomari (ingresso: US$ 2,50 por pessoa, 30 km do centro). Em todas você vai encontrar estrutura de bar e restaurante (melhor nas particulares do que na pública) e espreguiçadeiras para alugar (US$ 3). Nas três você pode alugar máscara e snorkel (em Portomari e Cas Abou também dá para alugar equipamento para mergulhar com cilindro). Não vale a pena ir a mais de uma praia no mesmo dia. Para fazer o seu dia render, o melhor é programar uma praia pela manhã, com almoço, e completar com outro passeio à tarde.

A praia do agito fica perto de Willemstard, na direção sul: é a praia do Seaquarium (ingresso: US$ 3 por pessoa, a 6 km do centro). É totalmente artificial (a água nem sequer se comunica com o mar), mas muito bem feita. Há vários bares/restaurantes com música, como o Mambo Beach e o Cabana; dá para alugar espreguiçadeiras e tendas. (À noite, os bares se transformam em clubes, sobretudo nas noites de sexta e sábado). Um dia aqui pode ser naturalmente combinado com o aquário, o mergulho e a interação com golfinhos do Sea Aquarium (veja mais abaixo). É a praia mais fácil para vir de van.

Um pouco mais adiante no sul, Jan Thiel (ingresso: US$ 3 por pessoa, 15 km do centro) é mais charmosa e sossegada que a praia do Seaquarium; tem bons restaurantes e mar "de verdade".

A capital é uma das cidades históricas mais encantadoras do Caribe, postada nas duas margens do canal da baía de Santa Ana. A banda sul se chama Punda; a banda norte, Otrabanda. As duas bandas são ligadas por uma ponte flutuante; tomara que você dê a sorte de ver a ponte sendo recolhida para um cargueiro passar.

O dia em Punda pode começar no mercado flutuante -- igualzinha a uma feira de rua no Brasil, só que as bancas são barcos que vieram com as hortaliças e frutas desde a Venezuela, a 60 km. De lá você pode visitar a Sinagoga Mikvé Israel-Emanuel, a mais antiga das Américas em operação contínua, fundada por judeus fugidos do Recife. O curioso da sinagoga é o chão de areia, que evoca os judeus errantes no Egito (visitas de 2ª a 6ª das 9h às 16h30). Complemente a visita com uma passada pelo bairro de Scharloo, onde os comerciantes judeus ricos construíram belíssimos casarões bolo-de-noiva, hoje usados como sede de empresas.

De volta ao miolinho de Punda, encare um almoço roots no velho mercado, o Marsche Bieuw, onde você pode experimentar a cozinha local (que mistura Caribe com Indonésia; funciona de 2ª a 6ª na hora do almoço), ou escolher um dos restaurantes das ruelinhas (tem italianos e pizzarias para os estômagos mais sensíveis). Volte ao entardecer para o happy-hour num dos bares à beira-canal, emoldurados pelos predinhos típicos holandeses pintados com cores vivas do Caribe, ou à noite, para jantar num dos restaurantes dos arcos do Waterfort ou do bairro descolado de Pietermaai.

Em Otrabanda, não deixe de visitar o quarteirão do hotel Kurá Hulanda, que é tipo assim o Pelourinho de Willemstad. A ruela interna tem passagem livre; os casarões foram transformados em alas de apartamentos, restaurantes e lojas. Ali fica uma atração imperdível: o Museu Kurá Hulanda, que mostra a civilização africana na época da escravidão e os horrores do tráfico negreiro (dá para entrar no convés de um navio usado no comércio escravagista). Abre de 2ª a sábado das 9h30 às 16h30 (US$ 10).

À noite, o point de Otrobanda é o Forte Rif, onde funcionam bares e restaurantes

Sea Aquarium(aberto todos os dias, das 8h às 17h; entrada US$ 21 para adultos e US$ 11 para crianças) tem um aquário bem pobrezinho, mas vale pelos shows de golfinhos e leões-marinhos apresentados ao longo do dia (e incluídos no ingresso). É possível comprar, à parte, uma sessão de interação com golfinhos na Dolphin Academy (a partir de US$ 99 adultos e US$ 50 crianças; é recomendável reservar) ou um mergulho com arraias, tartarugas e tubarões.

Se você curte passeios de barco, pode escolher entre três operadores que levam à ilhota de Klein Curaçao: Miss Ann, Mermaid e Bounty/Jonalisa. Mas vou avisando: o mar pode encrespar no percurso.

As cavernas de Hato (abre todos os dias, das 8h30 às 16h; adultos US$ 8, crianças US$ 6), a fábrica de licores Curaçao (visitas de 2ª a 6ª, das 8h às 12h e das 13h às 17h; grátis) e o Christoffel Park (perto das praias do norte) são boas opções para quem não quer ficar só na praia.

Tours organizados

Se você não alugar carro e quiser fazer passeios organizados, considere a volta à ilha (US$ 65), a visita combinada à Fazenda de Avestruzes e às Cavernas de Hato (US$ 64) e o safári de jipe pelo Parque Christoffel (US$ 99).

Compras

Tanto no Panamá quanto em Miami você encontrará preços melhores para eletrônicos. Perfumes, cosméticos, jóias, roupas e acessórios de grife, porém, valem a pena.

A loja Penha, em Punda -- um vistoso casarão amarelo na beira-canal -- é o melhor lugar para comprar perfumes e cosméticos a bons preços. Na continuação da Herenstraat, você encontrará lojas de eletrônicos e Victoria's Secret. As lojas fecham às 18h e não abrem no domingo.

O shopping anexo ao hotel Renaissance, em Otrabanda, tem lojas de grife.

Cassinos

O jogo é liberado em Curaçao. Você encontrará bons cassinos no hotel Renaissance e ao lado do Howard Johnson, em Punda; no Marriott; e no hotel Papagayo, em Jan Thiel.

Balada

A noite da ilha é animada às sextas e sábados, quando os moradores caem na night -- mas eventualmente há festas no meio da semana também.

Um dos focos de balada é a praia do Seaquarium, onde os clubes de praia se revezam em festas pé na areia. Consulte a agenda do Mambo Beach e do Cabana.

Em Punda, a disco favorita dos curacenhos é a Bermuda.

E na região do shopping Zuickertuin, o TuTu Tango costuma ter festas animadas no fim de semana.

Um bom lugar para se informar de festas é o site K-Pasa Curaçao (você encontrará também filipetas semanais nos hotéis e restaurantes).

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