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Boston

Boston (EUA) - Boston é uma cidade de contradições. E isso não é, de forma alguma, um defeito. Ao mesmo tempo em que a capital do estado de Massachusetts se orgulha de ter “sangue azul” correndo em suas veias e vias públicas, foi e continua a ser construída pela classe trabalhadora, por sua enorme população de operários, gente simples vinda do mundo inteiro que, tijolo a tijolo, ajudou a erigir sua história.

Tradicionalmente identificada como ianque – termo utilizado para denominar os estadunidenses do Norte, sobretudo os da Nova Inglaterra, durante a Guerra Civil (1861-1865) –, Boston também sempre foi um imã de imigrantes. Tem, por exemplo, forte identidade irlandesa. O poderoso clã dos Kennedy que o diga! E, como muitas cidades da Costa Leste, tem “sotaque italiano”. Basta checar as inúmeras trattorias que deliciam nativos e visitantes o ano todo. Não se pode esquecer, tampouco, dos portugueses e, mais recentemente, dos brasileiros. Sim, há em torno de 40 mil conterrâneos que vivem legalmente no estado e outros 200 mil à margem da lei.

 

Mas os paradoxos de Boston não param por aí. Berço do abolicionismo no século 18, a cidade possui um incômodo histórico de conflitos raciais. Abrigou a primeira escola pública dos Estados Unidos (a Boston Latin School, fundada em 1635), porém digladia-se com um sistema educacional público sempre à beira do colapso, um paradoxo chocante se pensarmos que, na vizinha Cambridge, estão instituições de ensino superior do naipe da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecno­­logia de Massachusetts (MIT).

Além disso, a cidade – que foi capaz de gerar grandes escritores (Ralph Waldo Emerson), políticos (John Fitzgerald Kennedy) e líderes na luta pelos direitos civis (Malcolm X) – também é conhecida por abrigar turbas de torcedores inflamados e beberrões de baseball (Red Sox), hockey no gelo (Boston Bruins) e basquete (os Celtics).

Recheada de atrações, cidade foi feita para ser desvendada a pé

Quem visitar Boston tem de estar não apenas preparado, mas realmente interessado em fazer um mergulho na história dos Estados Unidos. Na primeira metade do século 17, a região litorânea do atual estado de Massachusetts já recebia os primeiros imigrantes vindos da Inglaterra. Eram os chamados Puritanos, cristãos protestantes conservadores que deixaram o Velho Con­­tinente e atravessaram o Atlân­­tico em busca de liberdade religiosa. Rapidamente, a cidade tornou-se um importante centro de construção de navios, pesca e comércio. Portanto, era inevitável que se tornasse um dos centros mais importantes da então colônia britânica na América do Norte.

Não por acaso, o caminho rumo à Revolução Americana e, consequentemente, à Independência dos EUA, tem alguns de seus trechos fun­­da­­mentais atravessando Boston. Visitá-la é passar em revista alguns dos episódios seminais dessa história.

Na região central de Boston, próximo ao palácio do governo do estado de Massachusetts, estende-se o distrito histórico da cidade. Esteja frio ou quente, recomenda-se ao visitante que se deixe perder pelas ruelas estreitas e cheias de belos prédios antigos.

Obrigatória é a visita ao Faneuil Hall Market Place e ao Quincy Mar­­ket, edificações vizinhas. O prédio do Faneuil Hall, além de espaço dedicado ao comércio desde sua inauguração, em 1742, também te­­ve enorme importância como es­­paço de discussões políticas e administrativas nas décadas que antecederam à Independência. Conhecido como “Berço da Liberdade”, suas paredes de tijolos vermelhos testemunharam discursos inflamados de personagens-chave como Samuel Adams (1722-1803), filósofo político, ideólogo da Revolução America­­na e um dos Founding Fathers (pais fundadores) dos Estados Unidos.

Hoje em dia, o prédio, uma das mais populares atrações turísticas de Boston, reúne uma variedade de tendas que vendem souvenirs os mais diversos, de camisetas e blusões das universidades da região a livros de história americana, passando por porcelana, doces e geléias típicos da região.

O Quincy Market, localizado logo atrás do Faneuil Hall, é uma espécie de grande corredor de alimentação, onde o turista pode degustar pratos típicos como o clam chowder (tradicional creme de mariscos), a she­­pard’s pie (espécie de “escondidinho” preparado com purê de batatas recheado com carne bovina ou lagosta, barata em Massachusetts) e, de sobremesa, a famosa Boston cream pie, torta doce de creme de baunilha (custard) e chocolate.

O Quincy Market integra, assim como o Faneuil Hall, um circuito turístico chamado de Freedom Trail, uma trilha, que atravessa o centro de Boston e conduz o turista a 16 sítios históricos da cidade. São quatro quilômetros que se iniciam no grande parque público Boston Common (o mais antigo do país, criado em 1634) e terminam no Monumento de Bunker Hill, em Charlestown, bairro com grande presença da imigração irlandesa. Bem pertinho está ainda o Public Garden, o mais antigo jardim botânico dos Estados Unidos.

Junto ao porto da cidade, está uma atração mais moderna de Boston, o New England Aquarium. O gigantesco complexo ocupa quatro andares e reúne animais marinhos de todo o mundo. Na piscina principal, tubarões, tartarugas, arraias e outros peixes menores nadam tranquilamente, alheios aos curiosos turistas. No térreo, ficam os pinguins e há até aquários com piranhas do Rio Amazonas.

 

(Fonte: Gazeta do Povo)

 


Atrações
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Visite um museu antes das compras na Newbury Street
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Ande pela Freedom Trail para curtir o passado da cidade. Visite um museu de arte antes de fazer compras na Newbury Street e passe uma tarde passeando pela eclética Harvard Square. Termine com uma bela cerveja e boa conversa em um dos famosos pubs irlandeses de Boston.

Institute of Contemporary Art

100 Northern Avenue, South Boston Waterfront+1 617 478 3100 3ª, 4ª, 10h/17h; 5ª, 6ª, 10h/21h; sáb., dom., 10h/17h. Fecha 2ª, exceto em feriados públicos
Na vanguarda da arte moderna desde sua inauguração em 1936, o ICA lançou artistas inciantes do século 20 como Andy Warhol, Cindy Sherman e Robert Rauschenberg no Bay State. Recentemente, as mais importantes exposições de artes visuais revelaram artistas emergentes como a pensadora conceitual Cornelia Parker, o videoartista Bill Viola e fotógrafo Nikki S Lee. Em 2006, o ICA mudou para um endereço novo, para um prédio de vidro à beira-mar. Uma obra de arte por si só, o novo ICA inclui um espaço de performances para companhias de dança internacionais e companhias de teatro de vanguarda.

The Freedom Trail

Central Boston, Visitor Information Center, Boston Common, 147 Tremont Street Freedom Trail Foundation +1 617 357 8300; Faneuil Hall +1 617 523 1300 Faneuil Hall, 2ª-sáb., 10h/21h; dom., 12h/18h
O Freedom Trail é um percurso de 4 km que você faz sem guia. Seguindo pela linha vermelha marcada no chão, o trajeto inclui 16 dos mais famosos pontos turísticos. Um dos pontos altos é o Faneuil Hall (15 State Street em Congress Street), ponto de encontro dos rebeldes do século 18, e o Quincy Market ao lado, do século 19. Outras atrações incluem a State House com domo dourado, a Paul Revere House e o Granary Burial Ground – onde estão as tumbas dos famosos patriotas americanos Samuel Adams, John Hancock e James Otis.

Harvard University

Cambridge, Massachusetts tours available by calling +1 617 495 1573
Harvard tem mais de 400 prédios espalhados entre Cambridge e Boston, mas para ver de perto a universidade que passou em filmes como Love Story e Legalmente Loira, vá ao Harvard Yard. Aqui os prédios coloniais de tijolos de remotos 1720 rodeiam um quadrado de grama todo arborizado. Assista a um concerto clássico no neogótico Sanders Theatre (45 Quincy Street) ou vá a uma exposição no Carpenter Center for the Visual Arts (24 Quincy Street), projetado pelo arquiteto francês Le Corbusier. As extraordinárias coleções expostas nos museus de arte de Harvard, em Quincy Street, sem dúvida valem a visita.

Isabella Stewart Gardner Museum

280 The Fenway, at Palace Road, Fenway +1 617 566 1401 www.gardnermuseum.org 3ª-dom., 11h/17h. Fecha 2ª, exceto em feriados públicos
Construído no formato de um palazzo veneziano do século 15, tudo neste luxuoso museu, desde o pátio estilo estufa ao arco adornado emoldurando 'El Jaleo', de John Singer Sargent, é parte da exposição. Isabella Stewart Gardner, um excêntrico patrono das artes que viveu aqui no início do século 20, cuidou pessoalmente das 2.500 peças da coleção – uma opulência de esculturas, livros raros e livros de arte de artistas da estirpe de Rembrandt, Botticelli e Matisse.

Museum of Fine Arts

Avenue of the Arts, 465 Huntington Avenue, at Museum Road, Fenway +1 617 267 9300 www.mfa.org 2ª, 3ª, 10h/16h45; 4ª-6ª, 10h/21h45 (somente as West Wing Galleries abrem 5ª e 6ª, após as 16h45); sáb., dom., 10h/16h45.
Com obras abrangentes que vão desde porcelanas asiáticas antigas a telas pós-impressionistas francesas, e com coleções menores ornamentadas com pedras preciosas (entre elas, obras americanas dos séculos 18 e 19 e artefatos antigos egípcios significativos), a instituição também demonstra uma obsessão histórica com Monet – há mais de 30 de suas obras-primas. O MFA está passando atualmente por renovações a serem concluídas em 2010: o arquiteto inglês Norman Foster foi contratado para expandir o histórico prédio do MFA.