Tailândia

Descrição

Conhecer a Tailândia é como abrir a cortina para um novo mundo. Só com a mente receptiva e os sentidos afinados somos capazes de absorver os cheiros, cores, sabores e gestos que nos bombardeiam a cada passo, sempre numa intensidade maior do que esperam os nossos parâmetros ocidentais. Esse turbilhão de sensações inéditas proporciona a cada forasteiro a estranha sensação de ser o primeiro a pisar cada palmo de areia branca, selva ou asfalto – mesmo cercado de uma multidão de faràngs igualmente deslumbrados.

O segredo do sucesso do país campeão do turismo no Sudeste Asiático está no mix perfeito entre cultura, hedonismo e exotismo. Ao sul, as praias de Koh Phi Phi e Phuket, entre muitas outras, entregam de bandeja um extenso cardápio de prazeres mundanos, distribuídos em vastos trechos de areia fina e branca, cercados de cenários cuja beleza chega a ser insultante. Ao norte, este país budista expõe a sua espiritualidade à flor da pele em cidades sagradas como Ayutthaya e nos templos de Chiang Mai, que já foi sua capital (religiosa, inclusive). Na frenética Bangcoc, o frenesi tailandês atinge o seu auge, numa das metrópoles mais fascinantes do planeta onde vivem, entre templos, arranha-céus e luzes de néon, 6 milhões de pessoas.

Experimentar a Tailândia é queimar a língua em receitas apimentadíssimas (e absolutamente deliciosas, como o macarrão frito phad thai e o condimentado peixe pla samrod) até aprender a dizer “no spicy” (pronuncia-se “no sapaaaaiciiiii”) em uma maneira muito particular de falar o inglês. É entender o amor incondicional (em pleno século 21) do povo pelo rei Bhumibol Adulyadej, que ocupa o trono há mais de 60 anos. É expressar a sua gratidão num singelo wâi, o inclinar de cabeça que substitui o contato físico. É entender o profundo significado do bordão “same same, but different” (traduzindo: igual, mas diferente). É viver emoções nunca dantes navegadas.

COMO CHEGAR

Não há voos diretos entre a Tailândia e o Brasil. Algumas das opções disponíveis são conexões em outros países, com companhias aéreas como Emirates (www.emirates.com.br, via Dubai), British Airways (www.britishairways.com, via Londres), Air France (www.airfrance.com.br, via Paris) e Swiss (www.swiss.com, via Zurique). Se já estiver na Ásia, há diversos voos disponíveis com a tailandesa Thai Airways e também com ANA, JAL, AirAsia, Cathay e Air China, entre outros.

A principal porta de entrada para o país é o Aeroporto Internacional de Bangkok-Suvarnabhumi, mas há também serviços internacionais diretos para Chiang Mai, no norte, e Phuket, no sul.

Via terrestre também é possível cruzar a fronteira a partir de Laos, Camboja, Malásia e Mianmar, sendo que neste último o controle é mais rígido e os serviços bem irregulares.

CIDADES: BANGCOC

Bangcoc é um daqueles lugares do mundo onde tudo pode acontecer. Tudo, menos ser acometido pelo tédio e a indiferença. A capital da Tailândia é uma megalópole onde 6 milhões de pessoas (10 milhões na grande Bangcoc) convivem diariamente com a religião e o paganismo, as tradições ancestrais e a modernidade, a beleza e o caos. Enxergar o ponto de equilíbrio é impossível para um marinheiro de primeira viagem. E nisso reside o seu maior poder de sedução. Não à toa a capital tailandesa está em romances de John le Carré, Gore Vidal e Norman Mailer.

Parte de toda essa mítica se deve aos seus templos suntuosos, claro. Mas isso não é tudo. Desvendar Bangcoc é uma eterna aventura, estímulo puro. Orientar-se na cidade - os endereços em tailandês podem ser “ocidentalizados” em nossos mapas de ‘n’ formas diferentes – pode ser uma odisséia. Atravessar a rua, também. Mas o esforço para chegar em determinado lugar sempre será recompensado pela beleza ostensiva de seus templos e a delicadeza dos tailandeses, que não perdem a ternura jamais.O complexo de templos reunidos na área de Rattanakosin está para o budismo tailandês assim como o Vaticano está para os católicos. Lá estão os magníficos templos Vat Arun, Vat Pho - onde você poderá fazer uma das mais relaxantes (ou talvez doloridas) massagens de sua vida, e Vat Phra Kheo, no mesmo quarteirão onde está o antigo Palácio Real. Perto dali você poderá ver um respeitável, mas não menos violento embate de boxe tailandês, o muay thai.

Numa terra de superlativos, também há o maior mercado do mundo, o Chatuchak, com mais de 9 mil estandes (impossível saber ao certo). Há, também, um forte candidato a bairro mais agitado do planeta: Chinatown, onde uma multidão de pedestres disputa cada milímetro com barraquinhas de comida e de todo o tipo de badulaque.Dar uma volta de tuk tuk (o lendário táxi de três rodas) entre os lugares mais emblemáticos da capital é um clichê necessário. Mas o jeito mais prazeroso de se locomover é usando os barcos que navegam pelo rio Chao Phraya, a grande artéria que corta a cidade, tendo às suas margens os templos mais importantes e alguns dos hotéis de luxo. Ali, longe da opressão do trânsito enlouquecedor e da poluição, a cidade recobra o fôlego – algo que, cedo ou tarde, você há de precisar.

CIDADES: PHUKET

Você pode ter ouvido falar maravilhas de Phuket: as praias são magníficas e alguns dos hotéis mais luxuosos da Tailândia estão ali. Mas também pode ter escutado algo sobre prostituição um pouco mais ostensiva do que em outras praias do sul do país e uma urbanização caótica, agressiva ao meio ambiente (e à beleza do lugar). Sim, é tudo verdade. Mas achar que Phuket é só isso ou só aquilo é simplista demais. Longe da praia de Patong, onde os néons, os milhares de turistas em busca de prazeres carnais baratos e o caos imperam, existe uma Phuket pacata e pouco conhecida. A região noroeste desta ilha conectada ao continente por uma ponte ainda é extremamente – e milagrosamente — tranquila. As praias de Ao Bang Thao e Hat Nai Ton têm alguns hotéis e condomínios de superluxo discretamente posicionados nas encostas. E as praias de Hat Nai Yang e Hat Mai Khao (um parque nacional) são frequentadas por um público 90% tailandês. O resultado? Areias vazias, já que os ricaços não ensaiam muitos passos fora dos domínios de seus resorts e os tailandeses preferem a sombra do bosque fresquinho e perfumado que cerca a praia.

CIDADES: KOH PHI PHI

Caso você tenha dificuldade em encontrar acomodação por aqui, saiba que a culpa é de Leonardo DiCaprio. Ou quase isso. O arquipélago foi cenário do filme A Praia, protagonizado pelo astro de Titanic e Gangues de Nova York. Depois disso, o mundo inteiro quis saber: meu deus, que lugar é esse? A ilha de Koh Phi Phi Don concentra a “civilização”. Lá estão os hotéis, restaurantes, centros de mergulho e bares, espremidinhos no vilarejo que cresceu como pôde entre as praias de Ton Sai e Loh Dalam. Já Koh Phi Phi Leh, onde fica a tal da praia (Maya Bay), foi tombada como parque nacional. Menos mal. Ainda que lote de turistas durante o dia (e lotar não é figura de linguagem), tudo está ali do jeitinho que você viu no cinema, com tubarões e tudo – relaxe, na vida real eles são inofensivos. Neste pequeno arquipélago, o espetáculo vem com direito a bis: ambas as ilhas têm a forma aproximada de uma maçã mordida dos dois lados, com duas baías, uma de costas para a outra. Com águas mansas e absolutamente cristalinas, elas são cercadas por majestosas falésias de pedra calcária (para o delírio dos escaladores), que dão uma sensação de isolamento e cuja beleza chega a ser difícil de assimilar – principalmente na hora do pôr-do-sol, do topo do mirante conhecido como “View Point”, cercado de cajueiros. Depois que o tsunami de 2004 reduziu Koh Phi Phi Don a escombros e matou milhares de pessoas, hoje a ilha conta com um sistema de alarme e sinalização de rotas de fuga, em caso de maremoto (toc, toc, toc).

 

Informações Gerais

Site: www.tourismthailand.org
População: 66.700.000 hab
Código de área: +66
Fuso horário: 10h (horário de Brasília)
Localização: Ásia
Moeda: Bath
Visto: Não é necesário
Embaixada no Brasil:
SEN - Av. Das Nacoes - Lote 10, Brasilia-DF
(61) 3224-6943
www.mfa.go.th/web/1298.php?depid=184