A Caminho da Índia

 

Com tantas cores e contrastes a Índia tem causado muito frisson entre brasileiros que procuram novos destinos para passar as férias. Mais para entender o que significa uma viagem a Índia precisamos conhecer sua religião, história, geografia, sua arte e a política, assim nos aproximamos um pouco desta realidade tão diferente da nossa.

 

Em sua maioria hindus, religião considerada a mais antiga do mundo, tem como base o politeísmo, adoram vários deuses, mais tem como principais dinvidades a trindade: Brama (espírito da criação, ser inalcançável), Siva e Vishnu.

 

Os hindus acreditam que no inicio dos tempos tudo era escuridão e silêncio. O Universo era mergulhado num grande sono até que o BRAHMAN mudou tudo. Primeiro fez surgir as “Águas Cósmicas” e nelas plantou uma semente. Com o tempo a semente se transformou num resplandecente “Ovo Dourado”. BRAHMAN, que não tinha forma passou, então, um “Ano Cósmico” dentro do “Ovo Dourado” e dele voltou na forma de uma divindade. Esse novo deus ganhou o nome de BRAHMA (sem o “N” final) e foi encarregado de uma missão especial: criar o Mundo e suas criaturas.

A principal mensagem dessa cultura é a aquisição de conhecimento e a remoção da ignorância. Enquanto a ignorância é como a escuridão, o conhecimento é como a luz. A swastica, que causa estranheza quando é vista, pois para o ocidente é relacionada com o nazismo, é na verdade um símbolo de auspiciosidade, bem estar e prosperidade. Acima de tudo é uma bênção.

 

A origem da nação hindu é a civilização que se desenvolve desde 2500 antes de Cristo, no vale do rio Indo onde, hoje, está localizado o Paquistão. A região é conquistada em 1500 antes de Cristo pelos arianos, que implantam uma sociedade baseada em um sistema de castas. Originalmente, as castas eram apenas quatro: os brâmanes (religiosos e nobres), os xátrias (guerreiros), os vaixás (comerciantes) e os sudras (camponeses, artesãos e operários). A margem dessa estrutura social havia os párias, sem casta (categorizados abaixo dos escravos), considerados intocáveis, até pelos escravos, para não serem "amaldiçoados"; hoje chamados de haridchans, haryans ou "dalits".

É o segundo país mais populoso do mundo (depois da China) e o sétimo maior em extensão territorial (3.287.590 Km²), a capital da Índia é Nova Delhi, outras importantes cidades são: Mumbay (Bombain), Kolkata (Calcutá) e Chemay (Madras).

A Índia se divide em quatro grandes regiões: o Himalaya, as planícies fluviais do norte, o planalto do Decan e os Gates oriental e ocidental. O sistema montanhoso mais importante do país é a cordilheira do Himalaya. o clima é  influenciado pelas diferentes altitudes, longitudes e latitudes, além disso, seu clima é influenciado pelas monções (ventos que, no verão, sopram do mar em direção a terra e, no inverno, sopram da terra para o mar e dão origem a muitas chuvas). Na Índia é possível encontrar regiões tropicais e subtropicais, regiões temperadas e alpinas (neve em abundância).

 

Nas ladeiras do Himalaya podemos encontrar florestas tropicais, com  riquíssima vegetação. Mas são três principais espécies de vegetação: bosques secos tropicais ou savanas, bosques tropicais úmidos e desertos. Os bosques secos tropicais são os mais predominantes no país, sua vegetação é herbácea (principalmente gramíneas que podem chegar a 2 m de altura).

Principais cidades:

Nova Delhi - Resultado das várias dinastias e impérios que comandaram a cidade, Nova Delhi tem diversos templos, palácios e ruínas monumentais, que fazem dela uma das cidades mais exóticas e impressionantes do mundo.

Bombaim (Mumbai) - É a mais cosmopolita, uma das principais portas de entrada para quem vai à Índia, em meio ao caos natural de uma metrópole de 3° mundo, é possível encontrar fortes amostras da rica cultura indiana, como na arquitetura de templos sagrados e na gastronomia.

Jaipur - A cidade avermelhada de Rajastão, Jaipur é uma das cidades mais fascinantes da Índia, chamada de A ROSA é repleta de palácios, muralhas, fortes e monumentos, em sua maioria construída em pedra de tom avermelhado determina o aspecto pitoresco desde lugar encantador.

 

Agra – O seu maior cartão postal, o Taj Mahal, é uma construção muçulmana, um monumento ao amor, pois foi construído pelo rei para sua amada que morreu prematuramente. É uma das maravilhas do mundo, feito com mármore branco e ricamente decorado com pedras preciosas. Na cidade ainda existem diversos palácios, muralhas e monumentos.

 

 

Khajuraho - abriga 22 gloriosos templos que representam a arquitetura indiana mais clássica, com muitas esculturas, algumas eróticas e outras místicas.

 

Varanasi - às margens do Rio Ganges, o rio mais famoso da Índia, Varanasi é a mais sagrada das cidades Hindús, onde é possível acompanhar de perto alguns rituais seculares desta religião.

A 10 km localiza-se Sarnath, berço do Budismo, onde o Príncipe Sidarta proferiu o seu primeiro sermão ao mundo, há 2.500 anos.

 

 

 

 

Kathmandu - Capital do Nepal, a cidade tem muitos templos sagrados. É um dos maiores centros de peregrinação budista e também é o ponto de partida para o Himalaia.

Com toda essa carga de história, costumes e cultura a Índia não deixou de acompanhar a modernidade do mundo moderno, hoje tem exportando Phd's na área de Softwares principalmente para a Europa e EUA. No Brasil, o Departamento de Microeletrônica da Universidade de São Paulo, USP, o Instituto de Pesquisas Espaciais, INPE, e o IPEN, Instituto de Pesquisas Nucleares tem profissionais indianos em cargos importantes. No campo da pesquisa espacial, o telescópio Chandra, da NASA, que leva o nome do físico indiano, é superior em tecnologia ao Hubble, mais conhecido por ser responsável por telecomunicações. Outra área importante é a biotecnologia, campo que a Índia domina sobre muitos países.

A auto-suficiência é uma realidade na Índia, principalmente com relação a alimentos. Tendo uma população em grande parte vegetariana, e mesmo os não vegetarianos não comerem carne de vaca porque ela é sagrada, faz com que os espaços não sejam ocupados com pasto, propiciando assim maior incentivo a agricultura. Mesmo que muitas pessoas na Índia não tenham teto, talvez sapato, sempre existe comida fácil e barato, além da disposição de ajudar uns aos outros ser uma coisa natural no indiano.

Da mesma forma, existe uma grande tranqüilidade a respeito da segurança, raramente acontecem assaltos à mão armada, situações de risco desta natureza, pois o povo religioso como todos sabem, têm uma atitude diferente da ocidental perante a miséria, talvez por ter uma cultura que não é baseda no "ter", e sim no “Ser”.

Todos os templos exigem que se tirem os sapatos e estes são deixados do lado de fora. Mesmo com grande número de pessoas sem poder aquisitivo para comprar um sapato, estes não são roubados.

Também na indústria cinematográfica, a maior do mundo, com número de filmes feitos na Índia maior que em qualquer outro país, a Índia vem chamando a atenção.

A indústria cinematográfica surgiu em Bombay em 1913. Essa é a maior paixão do indiano. Os cinemas vivem lotados, eles adoram seus astros, e o estilo "bollywood" (Bombay é o principal centro cinematográfico) se faz presente nas ruas, com músicas que são presentes em alto e bom som em todos os lugares, o colorido que os indianos tanto gostam saindo dos saris, que ainda são uma constante, pelo menos nos grandes centros.

O indiano vem conseguindo manter seus valores culturais e ao mesmo tempo acelerado aspectos intelectuais e políticos de forma invejável também têm encantado turistas de todo o mundo, ultimamente muitos brasileiros, que tem vivido um pouco dessa cultura através da novela Caminho das Índias, que tem mostrado alguns pontos turísticos, o dia a dia das movimentadas e conturbadas ruas, alguns costumes e superstições em cenas de muito bom gosto.

Verônica Silveira Nicoletti