Egito - Para quem vai visitar ...

02/04/2014 19:19

 

Entre as sete maravilhas da Antiguidade Clássica, o Egito é o único país que mantêm o monumento intocável, ainda existente. As três pirâmides de Gizé - Quéops, Quéfren e Miquerinos, além de conservadas, guardam toda a história de séculos atrás, quando a nação egípcia ainda era comandada pelos poderes dos faraós. A natureza presente limita-se a rios, mares e desertos por todo o lado. Mas os oásis dão o tom colorido à região, às margens do Rio Nilo, que entre arranha-céus, cruza a capital Cairo. O povo árabe e muçulmano orgulha-se de sua lendária tradição e preserva a todo instante seus costumes.

Passeios :
• As pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.
• A Esfinge.
• Um cruzeiro pelo Rio Nilo. Utilize a felluca, tradicional veleiro egípcio.
• Uma visita ao Mar Vermelho, que possui mais de mil espécies de peixes e 450 tipos de corais.
• Os recifes do Estreito de Tirana.
• Parque Nacional Marinho de Ras Muhammad, onde se pode mergulhar.
• Os templos de Luxor e Karnak, para saber sobre o passado dos faraós
• Um passeio de camelo pelo deserto.
• O Vale dos Reis, com túmulos de 64 faraós
• A represa de Assuã
• Deir el-Bahri, monumento que abriga os restos da rainha Hatshepsut
• A capital Cairo.
• O museu do Cairo.

Informações Gerais:

-         Fuso: +5h à +6h;

-         Moeda: libra Egípcia;

-         Idioma: Árabe ou Francês;

-         Pode ser visitado o ano inteiro;

-         No verão a temperatura cai um pouco à noite;

-         Sempre levar casaco, principalmente por causa do navio;

-         Bom para comprar lembranças, pois é muito barato;

-         Não usar o táxi;

-         Cartões somente para o navio e hotéis;

-         Levar dólar ou euro e o câmbio podem ser feitos ou nos hotéis ou no navio;

-         LEVAR REMÉDIOS DAQUI DO BRASIL, porque é muito difícil comprar lá;

-         Cuidado com as visitas às Pirâmides, pois não é recomendável para cardíacos;

-         É recomendável o passeio de navio, pois é onde se tem contato com a cultura local;

-         Nos sarcófagos somente ficam grandes personalidades e virgens (os eunucos eram enterrados vivos juntos com as virgens);

-         As maldições das Múmias eram somente bactérias adquiridas através da respiração;

-         O passeio a Abou Simbel = +- E 200,00 por pessoa, é a entrada sul do Egito, onde de 21/06 à 21/10 o sol bate dentro do templo, mas é muito difícil chegar a esta cidade, fica a 40 min de avião do Cairo;

-         Refeições entre E20,00 e E 30,00 por pessoa nos hotéis, o guia indica como comer mais barato;

CAIRO:

-         Onde ficam as 3 pirâmides (Keodes, Kephren, Miquerinos), estão entre as 7 maravilhas do mundo.

ASWAN:

-         É onde vivem os 1ºs povos do Egito, que foram expulsos pelos árabes.

-         Tem monumentos grandiosos que não estão em ruínas, intactos, que contam uma história de + de 5.000 anos;

-         Povo misturado, usando desde roupas ocidentais até galadés (burcas), desde colorido a tudo preto;

-         Distância para Cairo = 2:30h de avião.

LUXOR:

-         Vale dos Reis e Rainhas.

PASSEIO DE NAVIO:

-         Já inclui as refeições;

-         Tem festa à fantasia, mas no próprio navio tem quem vende as fantasias, faz a maquiagem, peruca, etc.

OPCIONAIS:

- Variam entre E 30,00 e E 60,00 por pessoa

 

 

 

 

Localizado no nordeste da África, o Egito é um grande deserto cortado pelo verde do Rio Nilo, cujas águas estão ligadas à rotina da população. As pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos são patrimônios da humanidade. Cairo é a capital do país, uma cidade com mil anos de cultura árabe. Hoje o país tem costumes ocidentalizados, as mulheres trabalham fora e a maior parte não usa véu para cobrir o rosto. Lá chove três dias por ano, o calor é intenso e quase toda a área disponível está coberta de areia.

Berço de uma das civilizações mais antigas do mundo, o Egito representa papel estratégico para a paz mundial no cenário contemporâneo do Oriente Médio. O Egito ocupa um território de forma retangular, situado no nordeste do continente africano, com uma área de 1.002.000km2, dos quais apenas 35.500km2 são habitáveis.

Limita-se ao norte com o mar Mediterrâneo, a oeste com a Líbia, ao sul com o Sudão, a leste com Israel, o golfo de Aqaba e o mar Vermelho. O mar Mediterrâneo banha as costas setentrionais, onde se abre o delta do Nilo; o mar Vermelho costeia o litoral oriental. O canal de Suez liga ambos os mares e separa a África da Ásia.

O território egípcio, situado ao norte de uma vasta região árida do continente africano, possui características de clima desértico, com chuvas escassas e consideráveis diferenças de temperatura entre o dia e a noite. O vento seco do deserto, o khamsin, sopra entre março e junho, provocando tempestades de poeira e areia. Esse vento se origina de correntes tropicais procedentes do sul e é determinado pelas influências do sistema de baixas pressões do Sudão.

 

O clima é biestacional. O inverno vai de novembro a março, e o verão de maio a setembro, separados por curtos períodos de transição. Os invernos são moderadamente frios. Em Alexandria, os limites máximo e mínimo de temperaturas médias são de 11 e 18o C, e em Assuã, de 10 e 23o C. A partir da costa mediterrânea até o sul, o clima é mais seco. As chuvas ocorrem principalmente nos meses de inverno. Em Alexandria, a média pluviométrica anual é de 178mm. Ao sul do delta as precipitações são mais escassas, e quase nulas no litoral do mar Vermelho. .
Malgrado a herança das antigas civilizações que ocuparam seu território, o Egito faz parte do mundo cultural árabe-islâmico. O estado promove a cultura por meio do Instituto do Egito, fundado em 1859, sobre a base de um instituto criado por Napoleão, e da Academia de Língua Árabe, fundada em 1932. Outras instituições, também sob administração do Ministério da Cultura, se dedicam ao fomento das artes, letras e ciências. Diversos museus conservam o rico patrimônio cultural legado pela antiga civilização.
A tradição árabe, com influências ocidentais e peculiaridades autóctones, determinaram as manifestações artísticas do Egito moderno. O campo da música, na segunda metade do século XX, recebeu incentivos governamentais com vistas a um retorno a suas raízes tradicionais. O estilo ocidental adaptado à personalidade egípcia marcou as composições de Yusuf Greiss e Abu Bakr Jariat. O retorno ao folclore se manifestou também nas demais artes, com destaque para a dança, a pintura e as atividades artesanais. Os temas melodramáticos e a mensagem nacionalista marcaram a produção cinematográfica egípcia. Após a nacionalização do cinema egípcio, em 1963, prevaleceu um estilo realista, orientado para os problemas sociais da vida no campo e do trabalhador urbano.

Estar nas pirâmides, sentir a grandiosidade da Esfinge, contemplar tudo aquilo ao vivo, caminhar sob o sol escaldante do deserto é uma meditação, um profundo auto-conhecimento, que vale por anos de análise.

 Chegada - O aeroporto do Cairo assusta. Dá trabalho passar pela polícia com tanta gente furando fila. É bom ter alguém para esperar o turista antes do guichê da polícia, cuidar da sua bagagem e acelerar a liberação do passaporte.
Viajar só - Engana-se quem acha que só é possível ir ao Egito em excursões. O país tem hospedagem e transporte para todos os estilos, como bons trens ligando Alexandria, Cairo, Luxor e Assuã.
Táxi - Nosso dinheiro vale muito no Egito. Táxi no Cairo é baratíssimo. Pequenas corridas nunca custam mais de US$ 1 (seis libras egípcias). Por US$ 5, dá pra ir às pirâmides ou ao aeroporto de Heliópolis. Para se comunicar com o motorista, vale tudo: usar os dedos, mostrar foto ou pedir para que alguém escreva o endereço em árabe. Raros taxistas entendem inglês ou lêem caracteres latinos. Não perca a paciência, pois, no fim, sempre dá certo.
Segurança - Apesar da superpopulação e da pobreza, ser assaltado ou furtado no Cairo é quase impossível. Turista é sagrado, "Welcome to Egypt!"
Cairo - É indescritível e incompreensivelmente bela! Entregue-se.
Comida - O fast food local é o Felfella, com comida gostosa, barata e limpa. O café Cilantro, no Cairo, serve sanduíches, saladas seguras e hambúrguer.
Kushari - Por todo o Egito vende-se o prato local mais consumido, o kushari, mistura de macarrão, arroz, lentilha, cebola torrada, molho de tomate e caldo de limão com alho. Come-se de colher numa tigela de metal e, acredite, é uma delícia! Recomenda-se evitar saladas cruas e água que não seja mineral para escapar da "maldição do faraó".
Museu Egípcio - São dezenas de salas abarrotadas de tesouros. A de Tutancâmon é linda de morrer! Para os egiptólogos e os amantes da museologia, é obrigatória a visita aos fundos do museu: três salas com peças escolhidas a dedo, recém-saídas das oficinas de conservação.
Mesquitas - Algumas mesquitas do Cairo são belíssimas: Ibn Tulun, Al Rifai, madrasa (escola) Hasan, Al Azhar, Mohamed Ali e Mohamed Nasir. Tire o sapato, sente-se e desfrute do ambiente acolhedor. Se não for muçulmano, evite a visita às sextas-feiras, quando elas se enchem de fiéis.
Pirâmides - Vale a pena conferir as localizadas ao sul, em Dashur e Sakkara. São tão interessantes como as de Giza, mas com poucos turistas.
Camelos - Escolha com cuidado um camelo bem tratado, para não chorar de dó ou levar uma mordida do bicho.
Coptas - Esse é o nome dado aos cristãos do Egito, convertidos por são Marcos nos primórdios do cristianismo. Formam uma comunidade bem integrada com a cultura islâmica. No Cairo, a igreja de São Jorge é especialmente bela. Em Luxor, vá ao monastério El Mohareb, todo de adobe. As irmãs coptas vendem mel e velas de cera de abelha.
Internet - O Egito tem cybercafés aos montes.
Alexandria - Dá para ver que a cidade já foi mesmo a "pérola do Mediterrâneo". A "corniche" (beira-mar) e o centro guardam vestígios disso. No centro, na esquina da "shari" (rua) Nabi Daniel com a Saad Zaghloul a tradicional The Brazilian Coffe Stores, fundada em 1929, é decorada com espelhos com motivos brasileiros. E o café servido lá ainda é muito bom (e brasileiro).
Luxor - Tem a maior concentração de templos e tumbas faraônicos. A cidade fica na margem leste do Nilo. Na oeste, onde é mais barato e calmo ficar, há os vales com as tumbas e outros belos templos, como o Habu e os colossos de Menon. Bicicletas são alugadas por R$ 3 por dia, e as estradas são planas.
Travessia - A travessia do Nilo é feita a cada dez minutos em um "ferryboat" por alguns centavos. Se o vento estiver soprando, contrate uma feluca, ou pequeno saveiro, para passear no fim da tarde (sem vento, é programa de índio!)
Hassan Fathy - Na margem oeste, entre o porto e os colossos de Menon, fica a placa "H. Fathy Cultural Palace". É para fãs de arquitetura. Ainda restam uma mesquita e um mercado desse arquiteto utópico que propôs uma volta às construções naturais de adobe.
Tumbas - Além dos vales dos reis e das rainhas, há na margem oeste um sem-número de belas tumbas no meio de um bairro pobre. Não se intimide com as dezenas de crianças vendendo escaravelhos e com os homens que comercializam relíquias a qualquer custo.

Museu do Cairo guarda todo o tesouro de Tutancâmon da Folha de S.Paulo, no Egito
Pergunta: em que museu do mundo é possível ver o tesouro completo de um faraó egípcio, com todos os objetos encontrados em sua tumba, de A a Z? Resposta: apenas no Museu de Antigüidades Egípcio, situado em um suntuoso prédio neoclássico no centro do Cairo.
Portanto, não acredite quando alguém lhe disser que não existe no Egito uma coleção de obras dos tempos dos faraós equiparável às existentes em museus de Londres, Nova York ou Paris.
O Museu Britânico, de Londres, tem a pedra da Roseta, peça fundamental que permitiu decifrar o alfabeto hieroglífico, e uma quantidade impressionante de sarcófagos. O Louvre, em Paris, o Metropolitan, em Nova York, e o pequeno (mas precioso) Museu Egípcio, em Berlim, têm coleções que são de tirar o fôlego.
Mas o museu do Cairo tem um andar inteiro dedicado às riquezas guardadas no túmulo de Tutancâmon, um faraó pouco importante, cujo reinado durou apenas dez anos (1333-1323 a.C.), mas que se tornou um pop star postumamente, quando, em 1922, o arqueólogo britânico Howard Carter descobriu sua tumba no Vale dos Reis, em Luxor, absolutamente intacta.
Como se sabe, os faraós construíram seus túmulos --em alguns casos pirâmides, em outros, grandes complexos escavados nas pedras de montanhas-- não apenas para guardar seus corpos meticulosamente mumificados, mas também imensas riquezas que deveriam acompanhá-los em sua vida após a morte.
Logo, a oportunidade de visitar o tesouro funerário completo de um faraó egípcio é algo único.
Tutancâmon não foi um monarca importante --imagine se tivesse sido!--, mas seu tesouro tem tudo o que um faraó merece.
Lá estão sua múmia e sua máscara mortuária, incrivelmente preservada, seus diversos sarcófagos, que eram encaixados uns dentro dos outros e, em seguida, eram colocados em amplas caixas, também de diversos tamanhos, cobertas de ouro.
Lá estão também milhares de imagens, papiros, móveis e objetos de sua vida cotidiana que o acompanharam na morte para criar, dentro de seu túmulo, um universo idêntico ao que o cercava em vida, sem tirar nem pôr. Não é pouca coisa.
Mas o museu tem mais. Tem uma pequena sala que reúne 11 múmias de faraós ou altas autoridades da época, inclusive a de Ramsés 2º, esse sim um faraó de primeira grandeza.
E tem todo o andar térreo, com grande quantidade de obras dos três períodos nos quais são divididos o Egito faraônico: o Antigo Reinado (2575-2134 a.C.), o Reinado Médio (2040-1640 a.C.) e o Novo Reinado (1550-1070 a.C.).
Há, por exemplo, a paleta Narmer, uma peça de aproximadamente 3000 a.C. que é tida como o documento que marca a unificação das terras altas (sul) com as terras baixas (norte) do Egito. Há também o famoso Escriba, um barco de madeira da frota faraônica, uma enorme coleção de papiros e muitas estátuas de deuses antropomórficos e de faraós.
É bem verdade que o museu poderia ser mais bem apresentado, mas isso é um detalhe menos importante. Para contemplar tudo com calma, reserve pelo menos meio dia.

Voltar