Zurich - para quem vai visitar

02/04/2014 19:35

Transporte: Modernos e confortáveis trens de dois andares vão do aeroporto para a estação principal de Zurique, a famosa "Hauptbahnhof", um prédio fantástico, datado de 1871, que mistura o clássico com o ultra-moderno. "Haupt" significa "principal" e "Bahnhof", estação. A viagem do aeroporto à cidade leva apenas 10 minutos, e você chega bem no coração de Zurique. Dessa estação chegam e partem trens "de" e "para" os principais lugares da Europa: a mistura de línguas somada ao grande movimento de pessoas reforça a sensação de que Zurique é de fato uma cidade internacional.

 

Tudo na Suíça funciona! Sua cultura disciplinar pode parecer algumas vezes exagerada, mas muito provavelmente graças a essa mentalidade é que todos os serviços públicos nesse país são perfeitos!
Logo abaixo da Hauptbahnhof (centro) você encontra uma grande concentração de lojas e cafés.  Se você quer comprar um souvenir, ou o tal famoso canivete suíço, está no lugar certo. Mas lembre-se, a Suíça é um país caro!
Zurique é uma cidade muito fácil de se circular e não há realmente necessidade de alugar carros ou tomar táxis para fazer turismo. Você poderia usar os trans (bondes) mas a paisagem da cidade é tão linda que nos convida a um passeio a pé. Além do que, na parte velha da cidade só entram pedestres; sendo assim, o melhor a fazer é trazer consigo um bom par de sapatos confortáveis.
O rio Limmat, onde se vêem diferentes patos e cisnes, corta Zurique e divide a cidade velha, a Altstadt.

Seguindo ao longo do rio, pela Limmatquai, você verá na margem direita a igreja Fraumünster que, apesar de simples, se tornou famosa pelos vitrais de Chagall e Giacometti. Algumas ruas tortuosas desembocam em pequenas e graciosas praças, onde existem ainda antigas e bonitas bicas d água potável.

A ponte em frente à Fraumünster nos leva para o lado mais "badalado" da Altstadt (Cidade Velha). Ruas íngremes de paralelepípedos, construções antigas, baixas e geminadas, com telhados triangulares, que datam dos séculos XV, XVI e XVII, conferem uma atmosfera romântica à cidade. Graças à tradicional neutralidade suíça, que poupou o país dos horrores da guerra, a arquitetura da cidade conserva-se intacta.
A rua Niederdorfstrasse, com sua extraordinária variedade de restaurantes, parece estar sempre em festa. Se for hora do almoço e seu apetite não está muito para comida suíça ou alemâ, você não precisa deixar o bairro: há restaurantes da cozinha italiana, espanhola, tailandesa, japonesa etc.

Na rua paralela, a Münstergasse, pode-se tomar um capuccino, chá, café com Amaretto ou apenas comprar chocolates numa das mais tradicionais casas de chá de Zurique, o "Cafe Schober".

Não é segredo para ninguém que a Suíça é famosa também por seus queijos. Existem até lojas especializadas onde há uma enorme variedade de tipos. Quem quiser experimentá-los pode comprá-los e saboreá-los até mesmo no quarto do hotel, se não estiver disposto a jantar em restaurantes todos os dias.

 Quem for a Zurique e não der uma volta pela Altstadt não pode dizer que conheceu a cidade.  Perpendicular à Hauptbahnhof, popularmente chamada de HB, fica uma das mais chiques avenidas de toda Europa, a Bahnhofstrasse, que segue no sentido do Zurisee. Para facilitar a memorização desses nomes complicados, saiba que "strasse" significa "rua", "see", lago. Portanto Zurisee significa "lago de Zurique". Depois de economizar seu dinheiro comendo as salsichas na estação de trem, poderá torrá-lo na Bahnhofstrasse, onde poderá comprar as coisas mais requintadas e caras de sua

 

vida, desde charutos cubanos a casacos de vison, relógios Rolex e Patek Philippe, brilhantes de lapidação Graff etc.
 

Você não precisa, porém, se vestir como a Jaqueline Kennedy para andar por Zurique. Muito pelo contrário, vê-se de tudo nas ruas! Gente muito chique, bem vestida, mal vestida, moças turcas cobertas até a cabeça, jovens cheios de piercings com cabelos tingido de rosa e azul, meninas que usam as calças extremamente baixas, com a calcinha aparecendo... Ou seja, parece que é por meio desse comportamento visual que as pessoas desanuviam de seu excessivo auto-controle de disciplina. Mas é na Street Parade, no verão, que os suíços mostram esse seu lado “louco” e literalmente caem na gandaia... (Clique em Parade Pictures no site oficial do Street Parade: você ficará surpreso com esse lado pouco conhecido dos suíços!)

Apesar dessa aparente liberdade de ações, os Zurchern, suíços de Zurique, prestam atenção em tudo, e se você resolver entrar em um café, bar ou restaurante mais "trendy" ou sofisticado, é melhor tirar uma roupinha melhor da mala, ou poderá se sentir deslocado.
Em Zurique não se perde dinheiro. Os impostos pagos são fiscalizados não só pelo governo, mas também pelo contribuinte, que exige ver seu dinheiro de volta em benefícios sociais. A cidade é limpa e tudo é reaproveitado. Exemplo disso são as inúmeras fábricas abandonadas na parte oeste da cidade, por conta de aluguéis extorsivos. Depois de algum tempo, já que não havia mais procura, os preços de locação desses imóveis baixaram. Foi então que os Zurchern viram a oportunidade de fazer dinheiro, transformando essas instalações em salas de apresentações, teatros, galerias de arte, bares, discotecas e até mesmo em sofisticados restaurantes, como o “La Salle”.

Seguindo essa linha de pensamento de reaproveitamento urbano, Zurique já compete com New York em número de galerias e teatros. Cidade sofisticada, a capital econômica da Suíça sempre foi uma cidade interessante e que atraiu muita gente famosa, como Wagner, Lenin, Carl Jung, Einstein, James Joyce, Thomas Mann, e o poeta romeno Tristan Tzara, criador do “dadaísmo”, movimento que tinha por objetivo destruir qualquer semelhança que a arte ou literatura tinham com a ordem.
Por essas e tantas mais que não cabem aqui serem contadas, visitar Zurique é como dar um mergulho de cabeça na Europa e na sua historia. É perceber que o tempo passou, mas deixou marcas bem visíveis na arquitetura, nas atitudes, costumes e comportamento social. Não é à toa que, em uma recente pesquisa, Zurique foi considerada a melhor cidade do mundo para se viver

 

Zurich - Dia Livre - (Sugestão de passeio) -

 

FRAUMÜNSTER - Construída no século 14, chama atenção com sua delicada torre azul e, no interior, belos vitrais de Marc Chagall. - Am Münsterhofplatz, s/nº, 217-4100. 9h/18h (seg. a sáb. de maio a setembro), 10h/17h (seg. a sáb. emmarço, abril e outubro), 10h/16h (seg. a dom. de novembro a fevereiro).
GALERIA DE ARTE - Tem obras importantes de Monet, Cézanne, Picasso, Miró e Munch. - Heimplatz 1, 253-8484, www.kunsthaus.ch. 10h/21h (ter. a qui.), 10h/17h (sex. a sáb.).
GROSSMÜNSTER - Tem belos vitrais e, de suas torres, uma das melhores vistas. - Zwingliplatz, s/nº, 252-5949. 9h/18h (seg. a sáb.) e 12h/18h (dom.) de 15 de março a outubro, 10h/17h (seg. a sáb.) e 13h/17h (dom.) de novembro a 14 de março. Entrada gratuita, exceto a subida à torre).
MUSEU NACIONAL DA SUÍÇA - Possui artefatos pré-históricos, objetos domésticos, roupas e móveis do período romano e medieval. - Museumstrasse, 2, 218-6511, www.museesuisse.ch. 10h/17h (ter. a dom.).
ZURICHSEE - Atravessando a ponte sobre o Rio Limmat se chega ao Lago Zurique. Tradicional local de passeio, o calçadão às margens vai até o Jardim Chinês.

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