Hong Kong

Hong Kong

O jardim dos bonsais do Nan Lian Garden, em Hong Kong, é um dos destaques desse impressionante parque localizado em uma área de 35 mil m², cuja construção é uma réplica dos jardins do período da dinastia Tang (entre os anos 618 e 906 d.C.) que eram caracterizados por colinas, águas e obras artísticas Eduardo Vessoni/UOL
Hong Kong a cidade é onde o Ocidente encontro o Oriente

Dizem que é em Hong Kong, uma Região Administrativa Especial da China, onde o “Ocidente encontra o Oriente”. Bastam algumas horas nessa espécie de Nova Iorque asiática para descobrir como os opostos se atraem (e se completam) naquelas terras tão distantes.

Centros financeiros movimentados que ficam a poucos minutos de vilarejos de pescadores que ainda levam a vida no mesmo ritmo de antes da chegada dos britânicos; lojas de eletrônicos que dividem o mesmo endereço com velhinhos que ainda se dedicam à arte de pintar ideogramas chineses; templos discretos que não se abalam com o movimento high tech que colore o cenário lá de fora; imensos conjuntos habitacionais que parecem engolir monastérios que descansam sob seus pés; e comidas servidas em recipientes de bambu que lembram vagamente o sabor plastificado dos restaurantes fast food.

É impossível não ficar fascinado diante de todas as possibilidades existentes em Hong Kong, a principal porta de entrada ao Oriente. Títulos não faltam a esse destino asiático que, há pouco mais de uma década, em 1997, era devolvido à China, após 99 anos sob a administração do Império Britânico.

É considerada uma das regiões mais densamente populosas do mundo; possui uma das economias mais agressivas e influentes da Ásia, o que lhe garantiu o título de “tigre asiático” ao lado de Cingapura, Taiwan e Coreia do Sul; é um dos principais produtores e exportadores da indústria cinematográfica; abriga, duas vezes por ano, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo; e possui um dos sistemas ferroviários mais seguros em todo o planeta.

Ao setor turístico, cujos visitantes ultrapassaram a cifra dos 36 milhões em 2010, tampouco faltam exemplos.

Hong Kong tem um teleférico com 5,7 km de extensão, considerado o mais extenso de todo o sudeste asiático; é dona da primeira calçada da fama da Ásia, a “Avenida das Estrelas”; abriga a mais longa escada coberta do mundo, com 800 metros de comprimento que são percorridos em 20 minutos; diariamente, 44 edifícios se acendem e protagonizam um espetáculo considerado pelo Guinness o “Maior Evento Permanente de Luz e Som”; e se orgulha de ter uma estátua de bronze gigante do Buda com 26 metros de altura, a maior do mundo em seu gênero.

O sistema de transporte em toda a região é um capítulo à parte que, sem exageros, pode ser considerado também um atrativo turístico. Trens que conectam as ilhas por túneis que passam sob as águas salgadas do Victoria Harbour, aeroporto ligado ao centro financeiro em apenas 24 minutos, coloridos bondes centenários que percorrem a área desde 1904 (e ainda dão um certo ar nostálgico ao destino) e barcos que cruzam a baía local 24 horas por dia.

Desde cedo, Hong Kong aprendeu a dividir seu território com visitantes estrangeiros. E talvez esta tenha sido a melhor estratégia adotada por essa antiga colônia britânica antes de se tornar um das regiões mais desenvolvidas da Ásia. Portugueses, britânicos e japoneses foram as nacionalidades mais marcantes naquelas terras localizadas na costa sudeste da China. O resultado desse encontro de povos pode ser visto não só nas calçadas dos centros mais turísticos, como também sobre a mesa.

Hong Kong tem perfil internacional e por isso não devem faltar opções que agradem desde os comensais mais arrojados até os estômagos mais sensíveis. Comida europeia, mediterrânea, asiática e vegetariana são alguns dos sabores que transformaram Hong Kong em uma das capitais culinárias da Ásia.

É em Hong Kong onde se encontra não só o Ocidente, mas todo o resto do mundo.

Eduardo Vessoni/UOL

10 dicas para se dar bem em Hong Kong
por Adriana Setti em 21 de dezembro de 2012

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1.  A cidade se distribui entre algumas ilhas. Mas tudo o que interessa está na ilha homônima de Hong Kong e na sua vizinha Kowloon.

 

2. Invista em hospedagem. As tarifas de hotel na cidade são equiparáveis às das cidades mais caras da Europa e dos Estados Unidos. Portanto, desconfie de lugares com preços muito abaixo da média. As espeluncas claustrofóbicas abundam, em níveis não equiparáveis aos dos muquifos europeus ou americanos.

 

3. Use e abuse do metrô para os grandes deslocamentos. Para os trajetos curtos, mais vale pegar táxi — um serviço surpreendentemente barato e honesto na cidade.

 

4. Para cruzar de uma ilha a outra (geralmente, de Kowloon para Hong Kong), prefira o metrô. Os túneis para automóveis cobram pedágios com valores diferentes e os motoristas de táxi tendem a optar pelo mais barato, sempre congestionado. Um suplemento especial é cobrado pela “travessia”.

 

5. Ainda sobre o transporte: as estações de metrô são verdadeiros universos subterrâneos com túneis que levam a saídas distintas, que podem estar a quilômetros de distância umas das outras. Para chegar a um lugar específico, não basta saber o nome da estação de metrô mais próxima. É preciso saber também qual a saída da estação mais próxima (elas são indicadas por letras e muito bem sinalizadas). Dentro das estações de metrô, obedeça à sinalização de “trânsito”.

 

6. Ultracongestionado, o metrô é organizado por uma rígida disciplina, com faixas específicas para andar em determinada direção (na mão inglesa) e ter acesso ao trem. O ritmo também é acelerado: caminhe rápido e não pare subitamente, evitando causar “colisões”.

7. Repare que a cidade funciona em vários níveis. Quilômetros e quilômetros de passarelas elevadas para pedestres atravessam a cidade (mais ou menos como no desenho dos Jetsons, uma coisa de louco), cruzando avenidas, shoppings e outros estabelecimentos. Caminhar por cima dos automóveis costuma ser bem mais agradável do que pela calçada. Em alguns bairros, essas passarelas são interconectadas a escadas rolantes.

8. Ver o skyline da cidade de cima é imperdível. Subir ao topo da cidade com o peak tram é uma das “obrigações” turísticas mais imperdíveis de Hong Kong.

9. Ver o skyline da ilha de Hong Kong de frente é um acontecimento. Foto nenhuma consegue reproduzir a imagem. É ver para crer. Um show de luz acontece diariamente às 20hs e torna tudo ainda mais espetacular (ainda que o skyline, com ou sem raio lazer, já se baste). Prepare o cartão de crédito.

10. Hong Kong é uma das cidades mais baratas do mundo para eletrônicos e uma meca das compras por excelência. As lojas são onipresentes e brilham, reluzem, seduzem. Nem a menos consumista das criaturas pode resistir.


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