Trekking

Trekking

Trekking ou caminhada é uma atividade realizada a pé num ambiente ao ar livre. Em comparação com outros esportes é considerada a atividade mais acessível financeiramente.

Para praticar o trekking são necessárias motivações física e psíquica. A atividade proporciona a sensação de prazer em conviver com a natureza.

O trekking apresenta diferentes graus de dificuldade, podendo ser fácil, médio ou pesado. É uma atividade que pode ser realizada normalmente por qualquer pessoa, em qualquer faixa etária. As caminhadas podem ser guiadas ou autoguiadas.

Diferenças dos tipos de caminhada (trekking):

Trekking de um dia: conhecido como hiking, termo não muito usado no Brasil, mais utilizado principalmente nos Estados Unidos, é uma caminhada de curta, onde o percurso é pequeno com duração de um dia e com grau de dificuldade leve.

Trekking de longa distância: conhecido como caminhada de travessia, normalmente realizada entre dois pontos distintos. Não existe competição. O percurso é longo, podendo durar vários dias e com diferentes graus de dificuldade. O pernoite geralmente é feito em acampamentos.

Trekking de regularidade ou caminhada de regularidade: conhecido como Enduro a Pé, é uma prova disputada por equipes formadas por dois a seis participantes que percorrem a pé um percurso indicado por meio de planilhas com velocidades médias, distâncias e símbolo-referência. Procuram manter-se no trajeto pré-definido e realizá-lo no tempo determinado. O importante não é a velocidade e sim manter-se no percurso correto e no tempo.

Trekking de velocidade ou caminhada de velocidade: os participantes devem chegar o mais breve possível ao posto de controle determinado, utilizando o caminho que achar melhor e seguir para os outros postos cronologicamente, conforme a orientação das cartas de navegação e bússola. São exemplos as corridas de aventura.

Acessórios para a prática de caminhada (trekking):

Dependerá da duração do percurso e da trilha para poder se planejar e levar os acessórios apropriados.

O que usar para praticar trekking:

• Roupas leves e confortáveis. Em florestas, é melhor usar camisa de mangas longas e calças compridas folgadas, boné ou chapéu;

• Tênis ou botas confortáveis que já tenham sido usadas, com solado antiderrapante e que protejam o tornozelo, reforçam o calcanhar e o bico do pé.

• Meias de algodão;

O que carregar para praticar trekking:

• Mochila, de preferência a do tipo cargueiro, pois acomoda bem a bagagem;

• Cantil ou recipiente com água;

• Alimentos energéticos e outros de fácil digestão, transporte e não perecíveis;

• Uma troca inteira de roupa, traje de banho e em regiões de altitude ou que sofra variação de temperatura, levar também casaco, luvas e gorro;

• Calçado extra (seco);

• Material de higiene;

• Protetor solar;

• Repelente de insetos;

• Capa de chuva ou anorak (blusão especial isotérmico e impermeável);

• Caixa de primeiros socorros;

• Um bastão para auxiliar na caminhada;

• Sacos plásticos para recolher o lixo;

• Máquina fotográfica, isqueiro, lanterna, pilhas, agulha, linha, apito, bússola, canivete e aparelho de comunicação;

• Recomenda-se que pelo menos um do grupo leve cerca de 10 metros de corda de 10 a 15 mm de diâmetro e sinalizador;

• Se for acampar, deve levar também: barraca pequena, leve, resistente e impermeável; saco de dormir leve e adequado ao clima; utensílios de cozinha; e fogareiro.

O importante é que os acessórios para trekking sejam resistentes, duráveis e confortáveis, principalmente aos pés e que a mochila não esteja com excesso de peso desnecessário.

Dicas de segurança para praticar trekking:

• Se você pretende caminhar fora da cidade, encarar novos desafios em trilhas quase inexploradas, é importante se programar antes e estar fisicamente e psicologicamente em boas condições para que sua aventura não se torne um pesadelo. Além da caminhada não render, vai expor seu corpo a um sacrifício que pode até mesmo machucar os músculos, tornozelos ou joelhos, por exemplo.

• Comece a treinar em locais com nível de dificuldade baixa e vai aumentando o grau de dificuldade gradativamente, antes de iniciar o passeio pretendido;

• Obtenha o máximo de informações sobre a região e a trilha que irá percorrer, antes de iniciar a caminhada, e locais onde possa ser socorrido em caso de acidente;

• Não se aventure sozinho, se for primeira vez que faz a caminhada, procure alguém que já a fez ou até mesmo contrate um guia que conheça bem a região;

• Calcule o tempo da caminhada. Comece cedo, bem antes de escurecer para evitar possíveis problemas, porém se a caminhada for noturna, leve equipamentos para sua segurança, lanternas, pilhas sobressalentes e roupas adequadas para o frio;

• Dependendo da trilha, o desgaste físico é maior, portanto esteja com um bom condicionamento físico. Algumas apresentam desníveis e vários obstáculos naturais, como pedras, galhos e troncos de árvores funcionando como ponto de apoio, que exigem atenção para não ter surpresas desagradáveis, como quedas, fraturas e luxações. Tenha também atenção onde for se apoiar e pisar para que não seja atacado ou picado por algum animal. Geralmente os animais somente atacam quando se sentem ameaçados;

• Mantenha a visão voltada para pelo menos 2 metros a sua frente, no leito da trilha, a fim de poder visualizar a presença de algum animal;

• Caminhe em fila, o mais correto é o guia mais experiente ir à frente e o segundo guia ir ao final da fila. Se houver a necessidade de sair da fila, avise o guia, para que o grupo aguarde o seu retorno;

• Para quem tem dificuldade de se locomover, o ideal é caminhar por uma trilha plana e larga;

• Pedir autorização se pretender cruzar algum trecho cercado;

• Se pretende acender uma fogueira, avise primeiro o guia pois ele tem conhecimentos necessários para executá-la dentro das normas de segurança;

• Cuidado com o peso às costas, que altera o equilíbrio e aumenta o esforço físico;

• Antes de começar a caminhar e ao final dela, procure fazer alongamento, esticando os músculos das pernas, braços e costas. Durante o percurso não force o seu ritmo, pare para descansar algumas vezes, não mais que 10 minutos cada uma, para evitar que o corpo esfrie e seu ritmo diminua. Em lugares de altitude ou de baixa temperatura, o corpo perde calor na parada portanto inicie a caminhada devagar até sentir que seu corpo está aquecido e relaxado;

• Esteja alerta para os sintomas de hipotermia, que ocorre quando a temperatura do centro do corpo chega abaixo do normal por excesso de exposição ao frio ou umidade;

• Mantenha um ritmo que seja agradável a todos, e em subidas utilize mais os braços como se eles dessem impulsão, nas descidas, se possível, abra mais a passada e incline o corpo para trás;

• Beba um pouco de água a cada 15 minutos;

• Mantenha pessoas informadas de qual trilha irá fazer com o horário previsto de retorno;

• Evite os trajes camuflados, para o caso de se perder, facilitar o resgate;

• Não se afaste do grupo;

• Seja auto-suficiente;

Dicas de segurança para praticar trekking: (continuação)

• Não abra trilhas paralelas, mesmo que a trilha principal não ofereça boas condições. Além de causar dano ao ecossistema, poderá se perder;

• Leve um mapa do local a ser explorado;

• Esteja ciente que poderá retornar ao ponto de partida e não concluir o percurso. Se choveu demais na cabeceira de um rio a travessia poderá ser perigosa portanto é mais seguro retornar.

Relação da atividade de trekking com o meio ambiente

• Respeite a natureza;

• Não tire nada, além de fotos;

• Evite fazer barulho;

• Observe os animais à distância, a proximidade pode ser interpretada como ameaça e provocar um ataque, além da transmissão de doenças;

• Não escreva nas rochas e nas árvores sob nenhuma hipótese;

• Não lave seus pertences em fontes e rios. Colha um pouco d'água e os lave afastado. Para lavar pratos, talheres e panelas use areia do fundo do rio e não jogue restos de alimentos na água;

• Havendo contato com a população local, trate-os com respeito;

• Recolha o lixo que produzir e encontrar.

Onde fazer:

• Urubici (Santa Catarina):

Em Urubici é possível caminhar por trilhas em meio a uma natureza exuberante. Na cidade existem agências de turismo receptivo que oferecem várias opções de fazer trekking nos cânions e travessias.

Saiba mais na página Trilhas em Urubici.

Veja também: Especial - Viagem para Urubici.

• Rio de Janeiro:

A cidade do Rio de Janeiro oferece vários locais adequados para se fazer caminhada. Existem trilhas que exigem escaladas leves e outras que são simples caminhadas. Veja alguns exemplos: Parque do Flamengo, orla carioca, Lagoa Rodrigo de Freitas, Morro da Catacumba, Jardim Botânico, Floresta da Tijuca, Paineiras, Pedra Bonita, Pedra da Gávea, Pista Cláudio Coutinho, Parque Natural Municipal Bosque da Barra, entre outros.

• Cacheira do Primata: Essa cachoeira, com vista para o mar de Ipanema, fica no bairro Jardim Botânico. São mais de 40 minutos de caminhada passando pela Rua Lopes Quintas, Rua Visconde de Itaúna e Rua Sara Vilela. Ao final da Rua Sara Vilela entre numa trilha que fica à direita e passe por pontos de escalada.

• Floresta da Tijuca: Uma das maiores florestas urbanas do mundo. É um lugar ideal para se fazer caminhada. Há diversas trilhas com acesso às cachoeiras, grutas, picos, mirantes. É aconselhável entrar nas trilhas acompanhada de um guia ou de alguém que conheça muito bem a região. A administração do parque promove visitas guiadas. Saiba mais sobre a Floresta da Tijuca na páginaParques e Jardins no Rio de Janeiro.

• Lagoa Rodrigo de Freitas: Possui uma pista de 7,5 km, costeando toda a beira d'água da lagoa, muito usada por ciclistas e caminhantes de qualquer idade. Saiba mais sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas na páginaLagoas no Rio de Janeiro.

• Morro da Catacumba: O Morro da Catacumba faz parte do Parque da Catacumba. Ao final da trilha que dá acesso ao topo do morro uma deslumbrante vista da Lagoa, Copacabana, Ipanema e Leblon, das ilhas Cagarrras, do Morro Dois Irmãos, da Pedra da Gávea e do Jardim Botânico. Existem outras trilhas no parque. Saiba mais sobre o Parque da Catacumba na páginaParques e Jardins no Rio de Janeiro.

• Paineiras: Estrada asfaltada fechada para o tráfego de veículos nos finais de semana e feriados. Cercada por áreas verdes, a estrada se transforma numa área de lazer ideal para caminhantes e ciclistas. Montanhistas também encontram na Estrada das Paineiras um muro de escalada natural. Acesso próximo à Estrada do Corcovado.

• Parque do Flamengo: Local muito procurado por ciclistas e praticantes de corrida e caminhada. Saiba mais sobre o Parque do Flamengo na página Parques e Jardins no Rio de Janeiro.

• Pedra Bonita: A partir do estacionamento da rampa de voo livre, seguir a trilha que dá acesso ao topo da Pedra Bonita. Ao fim da caminhada terão uma bela vista das praias de São Conrado e Barra da Tijuca e da Pedra da Gávea. Saiba mais sobre a Pedra Bonita na páginaMirantes no Rio de Janeiro.

• Pedra da Gávea: Para se chegar no alto da Pedra da Gávea, montanha de granito com 865 metros de altitude, leva-se 3 horas de caminhada por trilhas. A montanha divide a Barra da Tijuca de São Conrado.

• Pista Cláudio Coutinho: São 2500 m de pista asfaltada e plana margeando os paredões do Pão de Açúcar e o mar. O acesso é feito pelo canto esquerda da Praia Vermelha. Essa pista é também caminho alternativo para se chegar ao topo do Morro da Urca por trilha.

• Praias de Guaratiba: Praias selvagens acessadas por trilhas. Vá até Barra de Guaratiba e siga a ladeira da Rua Parlon Siqueira até o seu final. Entre na trilha e alcance as praias semivirgens. Saiba mais sobre as Praias de Guaratiba na página Praias no Rio de Janeiro.

Veja também: Especial - Viagem para o Rio de Janeiro.

Os Dez Mandamentos do ecoturista

1. Amarás a Natureza sobre todas as coisas.

2. Honrarás e preservarás o bom humor;

3. Estarás sempre pronto a colaborar;

4. Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;

5. Utilizarás os serviços dos guias credenciados;

6. Não reclamarás;

7. Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;

8. Não matarás mosquitos, formigas e carrapatos;

9. Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;

10. Não poluirás o meio-ambiente.

Os Três Mandamentos do Ecoturismo

1. Da natureza nada se tira a não ser fotos.

2. Nada se deixa a não ser pegadas.

3. Nada se leva a não ser recordações.